Denarc avalia pedir a prisão do responsável por plantação de maconha com estufa em Porto Alegre

Denarc avalia pedir a prisão do responsável por plantação de maconha com estufa em Porto Alegre

Laboratório para produção da cannabis sativa foi descoberta pelos policiais civis em uma casa no bairro Cavalhada

Correio do Povo

Houve apreensão de 26 pés de cannabis sativa e equipamentos

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O Departamento Estadual de Investigação do Narcotráfico (Denarc) da Polícia Civil avalia encaminhar à Justiça o pedido de prisão do responsável pela plantação de maconha em estufa que havia sido descoberta em Porto Alegre. O flagrante ocorreu na sexta-feira passada em uma residência no bairro Cavalhada.

No local, a equipe do delegado Guilherme Dill apreendeu 26 pés de cannabis sativa e desmontou o laboratório dotada de toda uma estrutura para o cultivo. A estufa tinha como objetivo absorver o calor que vem do sol e mantê-lo acondicionado em seu interior, além de possuir luzes artificiais e sistema de ventilação. Os equipamentos foram avaliados em R$ 5 mil.

A ação policial foi deflagrada, após denúncias enviadas ao telefone 08000-516-516 do Denarc, que é gratuito e aberto à população para denunciar crimes envolvendo o tráfico de drogas. Com o recebimento da informação, os agentes deslocaram-se ao endereço indicado e, de fora do prédio, já sentiram o forte odor da planta.

Com um breve monitoramento e entrevistas com populares, a denúncia se confirmou e os policiais civis ingressaram na residência. A mãe do suspeito compareceu no local e informou não saber de nada, prontificando-se a levar o filho até a delegacia para prestar declarações.

Como o traficante não compareceu ao Denarc, o delegado Guilherme Dill decidiu requerer a prisão dele ao Poder Judiciário, pois não houve flagrante no local. O crime imputado será o de tráfico de drogas.

Segundo o delegado Guilherme Dill, o fato demonstra “a importância da contribuição da população com a polícia, de modo que a partir de uma simples denúncia, verificada sua credibilidade e corroborada com demais informações” e que “foi possível desmantelar já no início uma prática de tráfico de drogas, que provavelmente geraria efeitos negativos na segurança da comunidade, com o aumento da circulação de viciados e usuários e até guerra com outros traficantes”.


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