Polícia

Depoimento de delegada do caso Bernardo dura mais de quatro horas

Caroline Bamberg alegou cansaço e reiterou que acredita na culpa dos envolvidos no crime

Delegada reafirmou que acredita no envolvimento dos quatro indiciados no crime
Delegada reafirmou que acredita no envolvimento dos quatro indiciados no crime Foto : André Ávila
O depoimento da delegada Caroline Bamberg na tarde desta terça-feira no Fórum de Três Passos durou cerca de quatro horas e meia. Após deixar o local, ela alegou cansaço e falou rapidamente com os jornalistas. A policial reafirmou que acredita que Leandro Boldrini foi o mentor do crime e que a madrasta, Graciele Ugulini, e os irmãos Edelvânia e Evandro Wirganovicz tiveram participação na morte de Bernardo Boldrini.

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A delegada também voltou a falar sobre os vídeos onde o menino era humilhado pelo pai e pela madrastra e que em Bernardo aparecia pedindo desculpas, após sofrer a agressão psicológica.

"Quando esse vídeo vier a público, a população vai saber como era a situação dentro da casa. O vídeo é bem revelador e demonstra o comportamento que ele (Leandro) tinha com o filho", disse a delegada antes do depoimento.

Após a delegada, um médico amigo de Leandro Boldrini presta depoimento. Ele repetiu que o colega de profissão havia comentado que não era difícil desfazer-se de um corpo. O depoente foi o responsável pelo parto de Graciele. A esposa do médico é a psicóloga de Bernardo, que afirmou que o menino reclamava de carência afetiva.

O próximo a ser ouvido será um dentista e, na sequência, a audiência será paralisada durante uma hora. No retorno do intervalo, faltará ouvir oito testemunhas de acusação. As 22 de defesa foram dispensadas dos depoimentos desta terça-feira.

Juiz marcará nova audiência para ouvir testemunhas que foram dispensadas e que residem na Comarca de Três Passos. As demais serão ouvidas por carta precatória.

Relembre o caso:

Bernardo, de 11 anos, desapareceu em 4 de abril, em Três Passos, e teve o corpo encontrado na noite do dia 14, em Frederico Westphalen, dentro de um saco plástico e enterrado às margens de um rio. Edelvânia Wirganovicz, amiga da madrasta Graciele Ugulini, admitiu o crime e apontou o local onde a criança foi enterrada.

O pai do menino, Leandro Boldrini, a madrasta, Graciele Ugulini, e os irmãos Edelvânia e Evandro Wirganovicz foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica. 

A polícia sustenta a tese de que Graciele e Edelvânia executaram o homicídio usando doses do medicamento Midazolan – a madrasta porque entendia que o menino era um "estorvo" para o relacionamento entre ela e Leandro Boldrini, e Edelvânia em troca de dinheiro, para comprar um apartamento. Ainda segundo a polícia, Boldrini também teve participação na morte fornecendo o medicamento controlado em uma receita assinada por ele, na cor azul. Já Evandro se tornou o quarto réu do caso, pela suspeita de ter ajudado a fazer a cova onde o corpo do menino foi enterrado.

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