Desvio e adulteração de combustível são alvos de operação da Polícia Civil em Canoas

Desvio e adulteração de combustível são alvos de operação da Polícia Civil em Canoas

Investigação apurou que gasolina era vendida depois pela metade do preço de mercado

Correio do Povo

Bambonas vazias e cheias foram apreendidas no local de descarga

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A Polícia Civil desarticulou nesta quinta-feira um esquema clandestino de desvio de combustíveis na Região Metropolitana de Porto Alegre. Após dois meses de investigação, a equipe da 1ª DP de Canoas, sob comando do delegado Rafael Pereira, descobriu que o desvio de gasolina, estimado em 84 mil litros por mês, ocorria após a saída do produto da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap). Há suspeita de que motoristas de caminhões-tanque mudavam a rota e entregavam total ou parcial o produto transportado para a quadrilha.

Os agentes não descartam inclusive que o combustível seria depois adulterado e armazenado em um local de descarga no bairro Mathias Velho. Posteriormente, a gasolina era comercializada a consumidores com preço inferior a 50% do preço de mercado em postos credenciados igualmente suspeitos de envolvimento. “Todos compradores da gasolina clandestina podem sim ser responsabilizados por receptação”, alertou o diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (2ª DPRM), delegado Mario Souza, desconfiado de uma "grande cadeia de envolvidos". Quatro suspeitos de participação na fraude já foram identificados.

A movimentação dos caminhões fora das rotas e chegando ao local clandestino de descarga foi registrada em imagens realizadas pelos policiais civis durante o trabalho investigativo. “Trata-se de um esquema criminoso organizado, em que há divisão de tarefas e atribuições dentro da prática criminosa”, observou o delegado Mario Souza.

Na operação deflagrada no final da manhã desta quinta-feira, os agentes da 1ª DP de Canoas cumpriram cinco mandados de busca e apreensão no bairro Mathias Velho. No local de descarga, os agentes apreenderam dezenas de bambonas vazias ou com gasolina que ficavam estocadas e os equipamentos para extração e adulteração. Documentos foram também recolhidos com uma quantia expressiva de dinheiro, quatro armas e um caminhão-tanque. A ação mobilizou em torno de 30 agentes.


Foto: PC / Divulgação / CP

Os crimes investigados são de furto e a receptação de combustível, mas outros delitos podem ser incluídos no inquérito conduzido pelo delegado Rafael Pereira. O trabalho investigativo, que terá continuidade pela equipe da 1ª DP de Canoas, começou quando a comunidade relatou movimento estranho de veículos em grandes terrenos.

O diretor da 2ª DPRM, delegado Mario Souza, destacou a “necessária ação contra o mercado ilegal de combustíveis que além de prejudicar outros comércios pode, segundo as investigações, colocar os veículos em risco pela má qualidade do combustível”. Para ele, esse tipo de crime prejudica a coletividade.


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