Enterro da conselheira-presidente da Agergs acontece neste domingo

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Despedida de Maria Elizabeth Rosa Pereira ocorre no Cemitério Ecumênico João XXIII, em Porto Alegre

Correio do Povo

Despedida de Maria Elizabeth Rosa Pereira ocorre no Cemitério Ecumênico João XXIII, em Porto Alegre

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O corpo da conselheira-presidente da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs), Maria Elizabeth Rosa Pereira, 65 anos, será sepultado às 15h deste domingo no Cemitério Ecumênico João XXIII, no bairro Medianeira, em Porto Alegre. O velório ocorre entre 12h e 15h, sendo obedecida as medidas de prevenção devido à pandemia do novo coronavírus.

Maria Elizabeth morreu ao ser baleada, no início da manhã da última sexta-feira, na residência do companheiro, o segundo sargento a reserva José Pedro da Rocha Tavares, 49 anos, na avenida Bento Gonçalves, no bairro Partenon. Suspeito do crime, ele está internado em estado grave na UTI do Hospital de Pronto Socorro (HPS), sob custódia policial após tentar o suicídio com um tiro de pistola calibre 9 milímetros. A vítima deixa um filho e dois netos. Titular da 1ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Porto Alegre, a delegada Tatiana Bastos confirmou que o caso é investigado como feminicídio, sendo já decretada a prisão do brigadiano aposentado.

Em nota oficial, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) da seccional do Rio Grande do Sul, através da Comissão Estadual da Mulher Advogada e do Grupo de Trabalho em Defesa das Mulheres, manifestou “veementemente” repúdio contra o assassinato de Maria Elizabeth Rosa Pereira, que também era advogada, além de solidarizar-se com a família e amigos dela.

“Uma brava advogada teve sua vida ceifada em Porto Alegre. É inadmissível e injustificável a morte de mulheres em razão de seu gênero. Neste caso específico, uma mulher advogada, reconhecida pelos relevantes serviços prestados à sociedade gaúcha teve sua vida ceifada. E, ao que tudo indica, estamos diante de mais um feminicídio”, posicionou-se. “Não há que se justificar o injustificável. O feminicídio assombra a vida de mulheres de todas as classes sociais e graus de intelectualidade. A nossa luta é combater a violência contra a mulher em todas as suas formas”, acrescentou a entidade.

De acordo com a OAB/RS, o momento de pandemia pelo novo coronavírus faz com que o quadro da violência doméstica esteja ainda mais presente. “Nós da CMA da OAB/RS, através deste GT em Defesa das Mulheres, estamos trabalhando incessantemente para conscientizar a sociedade sobre a violência de gênero, bem como realizando ampla campanha de divulgação sobre as formas de acessar os órgãos da Segurança Pública que devem ser procurados. Reiteramos: o combate à violência contra a mulher é tarefa de toda a sociedade”, concluiu a nota oficial, cuja assinatura é encabeçada pelo presidente da entidade Ricardo Breier.

Relembre o caso

No início da manhã de sexta-feira, a Brigada Militar foi acionada pelo irmão do policial militar aposentado que reside em uma casa nos fundos do mesmo terreno e escutou o barulho de tiros. O efetivo do 19º BPM foi até o local e isolou a área, bloqueando o trânsito na avenida Bento Gonçalves.

O Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) da BM efetuou a chamada “invasão tática” dentro da residência. O casal foi encontrado no interior da residência. Maria Elizabeth morreu no local e o companheiro foi encontrado com vida e ferimentos graves. Ele foi levado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao HPS. A residência permaneceu isolada para o trabalho do Instituto-Geral de Perícias. Agentes da 1ª DEAM assumiram então as investigações sobre o caso.

Ainda na sexta-feira, o governador Eduardo Leite emitiu nota na qual lamentou o falecimento da conselheira-presidente da Agergs. “Natural de Cachoeira do Sul, Maria Elizabeth era advogada e teve uma extensa e bem-sucedida carreira no setor público. Foi técnica tributária da Secretaria Estadual da Fazenda durante quase 30 anos, diretora-geral e secretária-adjunta da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos e diretora do Procon estadual. Também foi procuradora do município de Porto Alegre e, desde dezembro de 2019, presidia a Agergs”, escreveu. “O governo se solidariza com familiares, em especial o seu filho, e os netos, amigos e colegas de trabalho de Maria Elizabeth, e reforça o agradecimento pelos serviços prestados à sociedade gaúcha ao longo da sua trajetória no serviço público. A sua atuação ficará marcada pela determinação e pela força com que enfrentou todos os desafios que assumiu no Estado”, enfatizou.


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