Grupo que faturava R$ 50 milhões com fabricação clandestina de cigarros é alvo de ação no RS

Grupo que faturava R$ 50 milhões com fabricação clandestina de cigarros é alvo de ação no RS

Polícia Federal e Receita Federal deflagraram operação em Cachoeirinha e Triunfo

Correio do Povo

Ação teve 96 ordens judiciais, além de sequestro e arresto de bens e dinheiro

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Uma organização criminosa dedicada ao contrabando e à produção clandestina de cigarros, com faturamento mensal de até R$ 50 milhões, foi alvo na manhã desta terça-feira da Polícia Federal e da Receita Federal no Rio Grande do Sul. A fabricação clandestina resultava na produção de cerca de 10 milhões de maços de cigarros por mês. A operação Tavares investiga os crimes de contrabando, falsificação de cigarros, trabalho análogo ao de escravo e contra o meio ambiente.

Houve o cumprimento de 40 mandados de prisão e outros 56 mandados de busca e apreensão no Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo. As ordens judiciais incluem ainda sequestro e arresto de 56 veículos e de 13 imóveis, além de até R$ 600 milhões em contas vinculadas a 23 pessoas físicas e jurídicas investigadas. A ação mobilizou 250 agentes da Polícia Federal e 60 servidores da Receita Federal, tendo apoio da Brigada Militar e acompanhamento do Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho e Ministério do Trabalho e Previdência Social.

No RS, a ação aconteceu em Triunfo, Cachoeirinha, Canoas, Gravataí, Novo Hamburgo, Anta Gorda, Vera Cruz, São Leopoldo, Montenegro, Sapiranga, Portão, Balneário Pinhal, Estância Velha, Parobé, Lajeado, Paverama, Alvorada, Capão da Canoa, Santa Cruz do Sul e Porto Alegre. No PR foi em Cascavel. Já em SP ocorreu em Guarulhos, Santana do Parnaíba, Araçariguama e Mairinque.

A investigação começou no ano passado com o objetivo de apurar a prática de contrabando de cigarros na Região Metropolitana de Porto Alegre. Diligências realizadas identificaram a existência da organização criminosa estruturada para a produção clandestina de cigarros de marcas paraguaias em cidades do Rio Grande do Sul.

Existem indícios inclusive de que a fabricação seria operada por trabalhadores supostamente cooptados no Paraguai e que seriam mantidos em condições análogas a de escravidão. Parte dos cigarros produzidos abasteceria também o mercado clandestino do Uruguai e pontos de venda no Rio Grande do Sul vinculados a uma facção criminosa gaúcha.

Conforme projeção da Receita Federal, os impostos, se recolhidos, atingiriam R$ 25 milhões ao mês, somente em tributos federais. A operação foi denominada “Tavares” em alusão ao local onde foi identificado o primeiro depósito do grupo, no município da Cachoeirinha.

 


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