Laboratório de ecstasy é fechado em uma ação da Polícia Civil em Gravataí

Laboratório de ecstasy é fechado em uma ação da Polícia Civil em Gravataí

Um traficante foi preso quando preparava a droga sintética vendida para clientela vip e em festa rave

Correio do Povo

Além de dois quilos do entorpecente, agentes apreenderam corantes, cafeína e lactose

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A Polícia Civil anunciou o fechamento de um laboratório de drogas sintéticas em Gravataí. O local servia para a produção de milhares de comprimidos de ecstasy. Mais de um quilo da droga ainda sob a forma de pó, pronto para ser prensado, foi apreendido na ação realizada entre a noite de quinta e início da madrugada desta sexta-feira.

A quantidade renderia mais de duas mil unidades para a venda. A clientela deste tipo de entorpecente costuma ser vip e com maior poder aquisitivo, bem como de frequentadores de festas de música eletrônica, conhecidas como raves, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Após um mês de investigações, a equipe da 2ª DP de Gravataí, sob comando do delegado Guilherme Calderipe, localizou o laboratório em uma residência no bairro Americana. Um traficante, de 23 anos, foi preso em flagrante, quando preparava as porções da droga sintética. No local, os agentes apreenderam também diversos equipamentos, como prensa hidráulica, liquidificador e formas, além de insumos como cafeína e lactose. Corantes também foram recolhidos, entre outros produtos.

Em entrevista à reportagem do Correio do Povo, o delegado Guilherme Calderipe observou que o traficante admitiu uma queda na comercialização do ecstasy devido à pandemia do novo coronavírus, sendo vendida a droga sintética apenas em algumas raves clandestinas. O titular da 2ª DP de Gravataí revelou ainda a suspeita inicial de que o traficante trazia o entorpecente já pronto, mas os agentes tiveram a surpresa de apurar a existência de uma produção própria do mesmo.


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