Os corpos foram encontrados por policiais militares (PMs) do 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM), chamados por familiares que não conseguiam contato com as vítimas. Os PMs tiveram que arrombar o portão de ferro da garagem e a porta de entrada. O menino foi encontrado no quarto, em cima da cama, de pijamas. Ao lado dele estavam três facas de cozinha, provavelmente usadas no crime. A mulher, que era enfermeira, foi localizada no quarto, caída de bruços no chão.
Os quartos ficam no segundo andar da residência, mas havia um rastro de sangue na escada que leva à parte superior da casa. Os PMs acreditam que a mulher foi atacada primeiro e tentou fugir, mas não há sinais de luta corporal. A criança, provavelmente, estava dormindo quando foi morta. Na garagem, foi localizada uma caminhonete Cherry Tiggo com os faróis ligados.
O marido da mulher e pai do menino, um bioquímico de 46 anos, está internado no Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre. Nessa quarta-feira, ele teria tentado tirar a própria vida se atirando da ponte do Guaíba. Um pescador viu a cena e chamou os bombeiros. O Grupo de Busca e Salvamento resgatou o homem. O Ford Fusion usado por ele para ir até o local foi apreendido e recolhido ao pátio do Departamento Estadual de Investigações (Deic).
A principal hipótese para o duplo homicídio é crime passional. Mãe e filho devem ter sido assassinados na noite de terça-feira, mas somente a perícia vai conseguir precisar a hora exata das mortes. A rua foi bloqueada pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC).