Dezenas de pessoas realizaram neste domingo uma manifestação em Osório, no litoral Norte, pelo fim da violência contra as mulheres. Um grupo com cartazes, faixas e camisetas caminharam pelas ruas do centro da cidade e lembraram o feminicídio de Nara Denise dos Santos, de 62 anos, que chocou a cidade neste início de ano.
A passeata pediu justiça para as vítimas e o fim das agressões às mulheres. À frente do grupo, familiares de Nara Denise carregavam uma faixa com a frase "Somos o grito de quem não tem voz".
"A importância desta mobilização é a conscientização, a sensibilização de como a gente tem que ficar atento aos primeiros sinais. Quando a gente está em uma relação doentia, não enxerga, é importante pedir ajuda, pedir para que uma amiga vá até a delegacia. Estamos juntas, não podemos aceitar relações perversas, a gente precisa falar", destacou a psicóloga Cláudia de Negreiros Magnos, 55 anos, e prima de Nara Denise.
VÍDEO | Manifestação em Osório nesta manhã de sábado (13) pelo fim do feminicídio
— Correio do Povo (@0354022869) January 13, 2024
📹 Cristiano Abreu pic.twitter.com/fQW8WsZkXr
Homens e mulheres participaram da passeata. A cada quadra, o grupo parava por alguns instantes, gritava o nome de Nara Denise, rendia salvas de palmas e cobrava punição de autores de feminicídio em todo o Estrado. Mais forte que tais gestos, talvez o minuto de silêncio pelas vítimas, momento em que era possível escutar o choro de alguns dos manifestantes.
"Ela era uma queridona, sempre sorrindo, feliz e solidária com todos. Então essa é a nossa resposta por ela, estamos aqui em nome dela pra que não aconteça de novo, para esse sorriso não se apagar. Este crime foi surreal e mexeu com todas nós", completou Cláudia.
Manifestação pelo fim do Feminicidio em Osório pela morte de Nara Denise
O brutal assassinato de Nara Denise foi descoberto no dia 4 de janeiro deste ano. O esposo dela, de 38 anos, admitiu a autoria e está preso. De acordo com a Brigada Militar, o corpo da vítima, mutilado e coberto por concreto, foi encontrado dentro da geladeira da casa em que morava, em Osório.
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