Polícia

Operação desarticula grupo envolvido com jogos de azar no Rio Grande do Sul

Organização criminosa é suspeita de lavar dinheiro e movimentar meio bilhão de reais

Operação Deu Zebra prende organização por esquema de lavagem de dinheiro em jogos de azar
Operação Deu Zebra prende organização por esquema de lavagem de dinheiro em jogos de azar Foto : Reprodução / Twitter / CP
A Polícia Civil deflagrou na manhã desta terça-feira a Operação Deu Zebra que desarticulou uma organização criminosa que movimentou mais de meio bilhões de reais em jogos de azar no Rio Grande do Sul. Segundo a Polícia, a ação cumpre 237 ordens judiciais e até o momento, cinco pessoas já foram presas preventivamente. O grupo teria movimentado em quatro anos de atuação R$ 521 milhões. Dezesseis pessoas já foram presas. 

Estão sendo cumpridos 14 mandatos de prisão e 73 mandados de busca e apreensão, além de 57 apreensões de veículos e 19 sequestros de imóveis. A investigação identificou uma infraestrutura organizada que atuava por trás de máquinas de apostas. Entre os valores apreendidos, foram identificados valores em moeda nacional, dólar, euro e peso uruguaio.

Por 16 meses, sob coordenação da Delegada Ana Tarouco, a equipe do SIPAC e SAE (totalizando 06 agentes), conduziu investigação voltada a desarticular dois conglomerados criminosos atuantes no ramo dos jogos de azar no RS, configurando também os delitos de organização criminosa e lavagem de capitais.

Durante este período, 14 cidades foram visitadas pela equipe, resultando em 267 horas de vigilância in loco e quase 12 mil quilômetros percorridos. Ainda, centenas de números de telefone foram interceptados, representando 415 mil ligações e 5,7 mil horas de conversação.

A investigação buscou descobrir toda a cadeia criminosa que atua por tras das máquinas de apostas, identificando uma infraestrutura organizada e hierarquizada, formada por apontadores, recolhedores, gerentes, laranjas, equipe de TI, suporte logístico e líderes, numa atuação, acredita-se, inovadora em se tratando de investigação de jogos de azar.

“É a maior operação de lavagem de capitais da PCRS (até agora, dado o volume financeiro movimentado”, afirma o Chefe de Polícia, Delegado Emerson Wendt. Segundo a Delegada Ana Tarouco, “os trabalhos terão seguimento ao longo dos meses, porque a infraestrutura dos grupos para além das fronteiras do Rio Grande do Sul também é objeto de investigação”.