Polícia Civil flagra empresa interditada que manteve envase e distribuição de suposta água mineral

Polícia Civil flagra empresa interditada que manteve envase e distribuição de suposta água mineral

Operação do Deic ocorreu em Alvorada e resultou em três prisões

Correio do Povo

Mais de 6 mil litros de água imprópria para o consumo foram descartados

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A Polícia Civil flagrou uma empresa interditada que manteve o envazamento e a distribuição de água supostamente mineral e imprópria para o consumo em Alvorada. A operação Inquinada foi realizada pela Delegacia de Polícia de Proteção ao Consumidor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e começou ainda na tarde de quinta-feira. A ação estendeu-se até Gravataí. Os agentes efetuaram três prisões por crime contra as relações de consumo e associação criminosa.

O Ministério Público do Rio Grande do Sul, Centro Estadual de Vigilância em Saúde, Vigilância Sanitária de Municipal de Alvorada e Fundação Estadual de Proteção Ambiental participaram também da operação. Houve o cumprimento de três mandados de busca e apreensão com o objetivo de coibir a envase, armazenamento e distribuição de água mineral em desacordo com as prescrições legais, sobretudo nesta época de pandemia do novo coronavírus.

No dia 20 de janeiro deste ano, a mesma empresa havia sido interditada nos dois endereços. Na ocasião, a água mineral foi considerada insatisfatória quanto às análises microbiológicas e/ou físico-químicas, bem como em desacordo com as informações constantes no rótulo e sem identificação clara do consumo de água com teores de fluoreto acima de 2mg/L.

Mesmo diante das restrições impostas, a empresa continuou funcionando. Durante a operação Inquinada, os agentes públicos encontraram 22 pessoas trabalhando na linha de produção clandestina, sendo três delas autuadas em flagrante. No decorrer do inquérito, as demais ,  poderão ser  responsabilizadas.

Houve a constatação de utilização de fonte de água interditada para o envase de água mineral, ausência de análises obrigatórias de água utilizada, inexistência de higiene geral e presença de pragas na área de produção, além de material em desuso na área interna e externa do estabelecimento. O setor de envase não estava isolado e tinha o vidro quebrado, comprometendo a segurança sanitária do produto.

A Vigilância Sanitária de Alvorada emitiu auto de infração sanitária em desfavor da empresa, providenciando a inutilização imediata de produto com descarte de mais de 6 mil litros de água envasada. Por sua vez, a Fundação Estadual de Proteção Ambiental lacrou o poço usado irregularmente, sendo confeccionado auto de infração em desfavor da empresa e determinando a suspensão de todas as atividades.

Já o Centro Estadual de Vigilância em Saúde havia emitido ainda no dia 19 de janeiro um ofício circular para as coordenadorias regionais de saúde, visando a retirada desses produtos do mercado em todo o Estado com o objetivo de evitar a comercialização para a população devido ao iminente risco à saúde.


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