Polícia Federal investiga fraudes no Postalis, fundo de pensão dos Correios

Polícia Federal investiga fraudes no Postalis, fundo de pensão dos Correios

Policiais cumprem 19 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, Paraná e em São Paulo

R7

Policiais cumprem 19 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, Paraná e em São Paulo

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O Postalis - Instituto de Previdência Complementar, fundo de pensão dos Correios, é alvo de uma operação da Polícia Federal deflagrada na manhã desta sexta-feira. A operação, chamada Amigo Germânico, é resultado de uma investigação sobre crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa, contra o sistema financeiro nacional e corrupção. No total, 44 policiais federais cumprem 19 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, Paraná e em São Paulo.

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Entre as medidas autorizadas pela Justiça, estão o bloqueio de bens dos investigados que chegam ao valor de mais de R$ 16,1 milhões, valor dos prejuízos apurados pelos policiais até agora. De acordo com a PF, gestores do Postalis recebiam dinheiro em troca de indicação de empresas que seriam escolhidas como administradora dos recursos dos Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios Não Padronizados – FIDC NP. Os alvos tinham o respaldo de pareceres jurídicos elaborados por pessoas que possuíam interesse direto nessas indicações.

As empresas indicadas para administrar os Fundos de Investimento direcionavam as taxas de rebate, uma espécide de comissão destinada a quem vende as cotas de participação em fundos de investimentos, para serem divididas entre os responsáveis pelas indicações. Eles também poderiam atuar no aconselhamento técnico-jurídico da entidade. Além disso, por meio de transações dissimuladas, foram direcionadas outras vantagens indevidas aos gestores do fundo de pensão dos Correios. 

Os investigados podem responder pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta de instituição financeira e corrupção passiva e ativa. As penas somadas podem chegar a 42 anos de reclusão.

O nome da operação da PF faz alusão ao codinome de um dos investigados, referenciado pelos demais membros do grupo como “Amigo Alemão”.  As investigações, em parceria com o Ministério Público Federal, apontam ainda que os prejuízos foram admitidos pelos alvos investigados e agravaram a situação já deficitária da entidade.

Em 2018, a PF e o Ministério Público Federal deflagaram outra investigação contra o Postalis para investigar organização criminosa para desviar recursos do fundo de pensão dos empregados dos Correios. Na época, o banco norte-americano BNY Mellon foi um dos alvos e foram realizadas buscas e apreensão na casa do ex-presidente do fundo Alexej Predtechensky. 


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