A Polícia Civil cogita que um dos quatro suspeitos da morte do brigadiano Márcio Ricardo Ribeiro, de 42 anos, ocorrida na última quinta-feira, esteja foragido em Santa Catarina. Parentes do investigado vivem no estado vizinho, confirmou a delegada Áurea Regina Hoeppel. Três estão foragidos. Sem poder prendê-los em função da legislação eleitoral – que restringe as prisões, de hoje até a próxima terça, a casos de flagrante ou condenação, a polícia foca as ações na identificação de provas contra os quatro.
Para a delegada Áurea Braga, a prisão dos suspeitos é uma questão de tempo. Ela destacou que os nomes já estão com a polícia e lembrou que o judiciário já concedeu a prisão temporária do trio foragido a partir do depoimento de um jovem preso no sábado, que confessou o crime e citou os comparsas. Os outros dois homens presos em flagrante logo após o assassinato foram liberados depois da confissão. No depoimento – que durou mais de seis horas – na 6ª Delegacia de Polícia, o jovem confessou o crime e apontou outros três envolvidos na morte do policial militar (PM), que não eram os mesmos que foram presos em flagrante horas após a morte de Ribeiro.
A prisão do sábado ocorreu na Estação Rodoviária de Porto Alegre minutos antes de o investigado embarcar para Mariana Pimentel, na região Metropolitana. A Brigada Militar chegou até ele por uma denúncia anônima. Conforme a delegada Áurea agentes chegaram a fazer um cerco à casa de um dos apontados pelo rapaz, em um bairro em Porto Alegre, próximo da divisa com a Viamão.
Polícia foca no reforço das provas contra suspeitos da morte de PM que estão foragidos
Lei eleitoral impede detenções entre esta quarta-feira e a próxima terça