Polícia prende grupo suspeito de extorsão de empresários
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Polícia prende grupo suspeito de extorsão de empresários

Grupo passava-se por empresários de Torres para aplicar os crimes

Por
Jessica Hübler

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As Polícias Civil e Militar de Santa Catarina prenderam, em Passo de Torres, no Sul do estado catarinense, os suspeitos de extorsão contra empresários de Jaraguá do Sul. Conforme a Polícia Civil catarinense, na sexta-feira, dois moradores de Jaraguá do Sul foram levados por criminosos que os obrigaram a transferir dinheiro. As vítimas foram ao Sul do Estado com o objetivo de comprar uma carga de alho. 

Elas foram abordadas e levadas para um local em Passo de Torres. Depois de conseguirem receber os valores extorquidos, os criminosos liberaram as vítimas, que pediram socorro em Sombrio. A residência onde as vítimas teriam ficado foi encontrada pela Polícia Militar de Santa Catarina no dia seguinte ao crime e, em seguida, policiais civis chegaram ao local. 

Os policiais conseguiram elementos para a prisão em flagrante de três pessoas da casa pela participação na extorsão. Elas foram presas em flagrante pelo crime do art 158, $3 do Código Penal: “Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, e com o intuito de obter para si ou para outrem indevida vantagem econômica, a fazer, tolerar que se faça ou deixar de fazer alguma coisa”.

Ainda de acordo com a Polícia Civil catarinense, as investigações prosseguem na busca de outros envolvidos, entre eles os que abordaram as vítimas antes de levarem para o cativeiro. Em entrevista ao jornal ND Mais, de Santa Catarina, o  tenente-coronel da Policia Militar do Extremo Sul, Ronaldo Cruz Sombrio, informou que o casal já tinha acertado a compra da carga, no valor de R$ 220 mil, através de e-mails trocados entre os comerciantes e os supostos empresário de Torres.

Conforme Cruz, esse tipo de sequestro é chamado de “golpe do chute”. Ele é caracterizado pela oferta de produtos com valor muito abaixo do preço de mercado. Os sequestradores costumam exigir que os interessados levem dinheiro vivo em encontros, quando então realizam o roubo.