Polícia quer encerrar inquérito sobre a morte de João Alberto até sexta

Polícia quer encerrar inquérito sobre a morte de João Alberto até sexta

Departamento de Homicídios busca entender o que motivou ação violenta que levou homem ao óbito

Jessica Hübler

Delegada reitera que, para o Departamento de Homicídios, antecedentes criminais da vítima não importam para o caso

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A Polícia Civil deve concluir o inquérito sobre a morte de João Alberto Silveira Freitas até sexta-feira. A informação é da delegada Roberta Bertoldo, responsável pelo caso. Ela enfatiza que, até o momento. a linha de investigação apura o crime de homicídio doloso, quando há intenção de matar. Tanto na sua forma direta, que é especificamente a intenção de tirar a vida da vítima, quanto na forma eventual. “Uma conduta também é dolosa quando a pessoa assume o risco de causar esse resultado”, explica. “Ele pedia que fosse solto porque não estava conseguindo respirar, se uma pessoa não consegue respirar, ela vai morrer. E isso não era levado em conta, portanto, eles assumiram o risco de causar esse resultado”, define.

Conforme Roberta, durante o final de semana foram ouvidas diversas pessoas que contribuíram para elucidar os fatos. Além disso, os policiais se debruçaram sobre as imagens que registraram todos os acontecimentos de 19 de novembro. “A gente pôde pegar coisas bem importantes (através das imagens) que já vinham ao encontro de algumas conclusões que tínhamos sobre a conduta da própria vítima, da esposa e dos funcionários”, afirma a delegada.

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Desentendimentos com funcionários

Uma das pessoas que prestou depoimento foi uma funcionária do supermercado com quem a vítima teria tido um desentendimento, o que teria precedido a saída de João Alberto do estabelecimento e a presença dos seguranças. “Ela pôde esclarecer melhor essa questão. Segundo a testemunha pareceu que ele fez alguns gestos enquanto estava parado no caixa, falou algumas coisas que ela não pôde ouvir por conta da máscara que todo mundo é obrigado a fazer uso dentro do supermercado”, destaca.

Com relação aos possíveis gestos feitos pela vítima e direcionados à funcionária do supermercado, a delegada enfatiza que ainda é preciso analisar os detalhes “para tentar entender o que ele queria dizer”. “Por ter essa conduta, naquele momento um tanto inapropriada, a funcionária teria chamado os seguranças, que pediram que ele se retirasse”, pontua. 

“Vamos tentar esclarecer que fato é esse, ela disse que ele estaria no supermercado e teria também agido de uma forma inoportuna com relação a outras pessoas”, comenta. Conforme a delegada, a testemunha disse que “não presenciou isso”, mas que teria ouvido comentários de colegas. “Vamos atrás das informações e também vamos buscar imagens que possam ter captado estes momentos”, diz.

Sobre os dois suspeitos que estão presos preventivamente, a delegada destaca que no momento em que foram detidos os dois utilizaram o direito constitucional de permanecer em silêncio e até o momento não foram ouvidos. No sábado o advogado que representa o policial militar temporário procurou a Polícia Civil.

“Ponderamos que seria interessante para o esclarecimento do fato que eles prestassem depoimento, que eles concordassem em esclarecer. O advogado concordou, disse que gostaria que ele prestasse depoimento”, revela. Nesta segunda-feira a Polícia Civil deve encaminhar um ofício à Justiça para que os homens possam prestar depoimento. “Certamente será deferido de imediato”, garante.

A delegada frisa que a Polícia Civil está procurando esclarecer todos os fatos, em todas as suas circunstâncias. Para que as apurações sejam ainda mais completas, a delegada pede que todas as testemunhas compareçam à delegacia para relatar mais detalhes do que aconteceu. “Pedimos que essas pessoas venham até a Polícia para dar a sua contribuição com o fato para que seja feita a verdadeira Justiça. Para que nós busquemos a verdade sobre aquilo que aconteceu, pois o objetivo da apuração é exclusivamente apurar a responsabilidade de cada um”, diz.

 

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