Reconstituição no caso Carrefour acontece na terça e na próxima quinta-feira em Porto Alegre

Reconstituição no caso Carrefour acontece na terça e na próxima quinta-feira em Porto Alegre

Reprodução Simulada dos Fatos, com participação da Polícia Civil e Instituto-Geral de Perícias, foi pedida pelo advogado David Leal, que defende dois dos seis indiciados

Correio do Povo

Fato ocorreu em novembro do ano passado

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A titular da 2ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (2ª DHPP), delegada Roberta Bertoldo, confirmou à reportagem do Correio do Povo que na terça e na próxima quinta-feira será realizada a reconstituição no caso Carrefour.  Na noite de 19 de novembro do ano passado, o cliente João Alberto Silveira, 40 anos, o Beto, foi espancado e morto no estacionamento da filial do hipermercado situado no bairro Passo D´Areia, em Porto Alegre. 

Em dezembro, a Polícia Civil indiciou seis por homicídio doloso triplamente qualificado. Tratam-se de dois seguranças, um dos quais era policial militar temporário na época, uma fiscal, um outro vigilante e dois funcionários.

Não está sendo divulgado o horário da Reprodução Simulada dos Fatos, que terá a participação da Polícia Civil e do Instituto-Geral de Perícias, mas possivelmente será no período noturno.

O pedido da reconstituição havia sido encaminhado pelos advogados David Leal, Raiza Hoffmeister, Jader Gilberto, Márcio Rosano e Tainara Monteiro, ao Poder Judiciário, cuja primeira audiência acontece no dia 18 deste mês. Eles defendem o ex-policial militar e um dos funcionários. 

“Nós estamos sendo assessorados por dois peritos que fizeram o estudo das provas periciais que foram realizadas. O estudo dos peritos médicos legistas Cléber Müller e Antônio Nunes, que já foram diretores gerais do IGP no Rio Grande do Sul e Piauí, até nos causou bastante surpresa. Eles certificam que nem mesmo meu cliente foi responsável pela causa morte do João Alberto, que veio a óbito no local. Houve uma série de fatores que resultaram na morte da vítima, reunindo todas as condições para óbito, como o fato provável de apresentar problemas cardíacos, excesso de esforço físico, a substância lidocaína que provavelmente fez que João Alberto não estivesse em condições normais, abuso de outras drogas, etc..”, disse o advogado David Leal ao Correio do Povo.

“Nosso papel na reconstituição é verificar como se deu a morte de maneira técnica. Queremos entender pontualmente a contribuição de cada um e se eles de fato são integralmente responsáveis pela morte de João Alberto”, esclareceu o advogado David Leal, referindo-se ao ex-brigadiano temporário.

Em relação ao funcionário que defende no caso, o advogado David Leal avaliou que “ele não teve qualquer contribuição para o resultado morte e tão pouco tinha o dever de agir”. Conforme o defensor, o empregado era fiscal de mercadoria e “não tinha um mínimo de orientação ou preparo para qualquer tipo de intervenção física”. 

O advogado David Leal considerou ainda que o cliente foi denunciado sem razão. “Na investigação, ele foi ouvido como testemunha e ao final do inquérito foi indiciado. Foi uma ilegalidade tremenda”, enfatizou. “Foi quase uma estratégia ardil. Foi um grande erro”, resumiu. “Ele não teve qualquer envolvimento, Ficou olhando e bastante confuso, sem saber o que fazer”, acrescentou.


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