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Alexandre Garcia destaca liberdade de imprensa e educação em palestra no Colégio Militar

Jornalista visitou as instalações da instituição de ensino militar onde foi homenageado e participou da formatura no "Casarão da Várzea"

Por
Cláudio Isaías

Alexandre Garcia visitou as instalações do Colégio Militar

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A liberdade de imprensa, a educação, a trajetória profissional e a visão de futuro para o Brasil e o mundo foram alguns dos temas abordados pelo jornalista Alexandre Garcia na palestra realizada nesta segunda no Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA). A atividade reuniu um grupo de alunos do 3º ano do Ensino Médio, professores e integrantes do Clube de Jornalismo do CMPA. Além disso, Garcia visitou as instalações da instituição de ensino militar onde foi homenageado e participou da formatura no "Casarão da Várzea", na avenida José Bonifácio, no bairro Farroupilha. Aos estudantes, o jornalista afirmou que eles são parte da "joia da coroa" que é o ensino militar. "Vocês são privilegiados de estarem aqui e tenho certeza de que vocês terão frutos disso durante a vida profissional, seja qual for carreira que escolham", ressaltou. Conforme Garcia, o Brasil está muito atrasado em relação a outros países na parte do conhecimento. "O patrimônio dos países não é a riqueza do seu subsolo ou natural. A nossa principal riqueza é o conhecimento. Vocês têm uma responsabilidade por estarem recebendo um ensino de qualidade e devem retribuir ao país. Essa é a essência do serviço público", destacou. 

Na homenagem feita pelo Colégio Militar de Porto Alegre, o jornalista recordou o tempo em que serviu no 7º Regimento de Infantaria (7ºRI). "Gostei de voltar ao Colégio Militar e assistir à formatura. Recordei meus tempos de reservista em 1959", explicou. O coronel Cláudio Emmanuel Faulstich Alves, comandante do Colégio Militar de Porto Alegre, disse que a palestra de Alexandre Garcia mostrou que o segredo e a alma do jornalista é transmitir a verdade. "A verdade é o que liberta a todos e foi uma oportunidade muito boa para os estudantes de tomarem contato com um profissional de renome nacional e que tem tanta influência no Brasil", acrescentou. O CMPA possui cerca de mil alunos.

Garcia afirmou ainda que a liberdade de imprensa tem que ter a correspondente responsabilidade no exercício da profissão. "Não é liberdade para mentir. Temos que ter liberdade para emitir opinião, mas sobretudo a responsabilidade de transmitir o fato como ele é. O fato não necessita de ajuda no momento porque no momento que ele é incrementado com alguma coisa ele já está sendo deturpado", explicou. O jornalista disse que profissionais de imprensa, pelo período mínimo de 30 anos, foram doutrinados nas faculdades de jornalismo para serem militantes ideológicos para combater o status quo. Com relação ao presidente da República, Jair Bolsonaro, Garcia elogiou a aproximação do governo brasileiro com Israel. "A gente deu às costas a esse país durante os últimos 20 anos. De cada cinco prêmios Nobel, um é judeu. Os avanços em medicina, biotecnologia e na área militar geralmente são de Israel  Não foi um erro da diplomacia brasileira se reaproximar dos israelenses".         

Segundo Garcia, existem professores nas faculdades e escolas do Ensino Médio que estão reescrevendo a história do Brasil como ocorria nos tempos da União Soviética. "Aqui no Brasil fizeram parecido com a tentativa de apagar a história. "O 31 de março de 1964 não foi um golpe militar. Se foi golpe, foi civil e religioso. O civil baseado na mídia em que todos os jornais brasileiros exigiam nos seus editoriais que as forças responsáveis saíssem em socorro ao país para dar um basta na revolução comunista que queria transformar o Brasil em uma nova Cuba", recordou.

Conforme o jornalista, o que houve no dia 31 de março foi a liderança na época do então governador Magalhães Pinto (Minas Gerais) e de Carlos Lacerda (Rio de Janeiro) com a participação dos grandes jornais, da TV Tupi e da igreja católica que trabalharam para a derrubada do então presidente João Goulart. Garcia disse que o Brasil passa hoje por uma mudança feita pelo voto da cidadania, que decidiu interromper um projeto de poder de uma ideologia baseada em uma fé política que não suporta outras ideias. O jornalista afirmou que agora existe uma nova ideia pró-Brasil de família, valores, ética, lei e honestidade no serviço público que está sendo implantada.