Após imbróglio, Crivella deixa presídio e vai para prisão domiciliar

Após imbróglio, Crivella deixa presídio e vai para prisão domiciliar

Prefeito afastado do Rio se beneficiou de decisão do ministro Humberto Martins, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que emitiu alvará de soltura nesta quarta

AE

Irritado com a demora, Martins entrou na história e determinou que a transferência de Crivella fosse cumprida imediatamente

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O prefeito afastado do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos), deixou o presídio de Benfica, na zona norte da cidade, por volta das 19h20 desta quarta-feira. Ele vai para prisão domiciliar após decisão do ministro Humberto Martins, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Na saída, não falou com a imprensa.

Foi Martins, inclusive, quem determinou no início desta noite que a saída do prefeito fosse cumprida imediatamente - o habeas corpus foi concedido na noite de terça-feira. Durante o dia, um imbróglio no Tribunal de Justiça do Rio fez com que o alvará de transferência demorasse a ser expedido. Ao receber o comunicado sobre a decisão de terça-feira de Martins, o desembargador plantonista Joaquim Domingos de Almeida Neto entendeu que caberia à relatora do caso expedir o alvará.

Às 16h08, Rosa Helena Guita afirmou que, antes de liberar Crivella, deveria ser cumprido um mandado de busca e apreensão na casa dele para que fossem retirados "os terminais de telefônicos fixos, computadores, tablets, laptops, aparelhos de telefone celular e smart TVs, de forma a dar fiel cumprimento à medida." Também ordenou que as empresas de telefonia fixa e internet interrompessem os respectivos sinais. E, por fim, que fosse colocada a tornozeleira eletrônica para monitorar o preso.

Irritado com a demora, Martins entrou na história e determinou que a transferência de Crivella fosse cumprida imediatamente - emitindo, no próprio STJ, o alvará. O prefeito afastado segue agora para casa, num condomínio de luxo na zona oeste.

Crivella é acusado de chefiar o 'QG da Propina', grupo que teria arrecadado pelo menos R$ 53 milhões em troca de favorecimentos a empresas. Ele estava a nove dias de completar o mandato quando foi detido, na manhã de terça-feira. 

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