Bolsonaro diz que há indígenas que partem para ações não civilizatórias

Bolsonaro diz que há indígenas que partem para ações não civilizatórias

Presidente voltou a defender projeto que permite exploração de minério em terras indígenas, atualmente parado no Congresso

R7

Bolsonaro defendeu o projeto de lei que regulamenta a exploração de minério em reservas indígenas

publicidade

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, nesta quinta-feira, que há uma parcela de indígenas que partem para "ações não civilizatórias". "Cada vez mais querem se integrar à sociedade. Uma minoria pensa diferente e parte para ações não civilizatórias. A grande maioria desses indígenas são nossos parceiros", disse o chefe do Executivo, durante evento em Campo Grande.

Na sequência, o chefe do Executivo defendeu o projeto de lei que regulamenta a exploração de minério em reservas indígenas, iniciativa do governo feita em 2020 e que enfrenta resistências no Congresso Nacional.

"Espero aprovar brevemente um projeto que está há quase dois anos no Parlamento para permitir aos irmãos índios fazerem em suas terras o que o fazendeiro faz na dele ao lado. O que nós queremos é unir o povo. Não há diferença entre nós e indígenas. Somos todos iguais", afirmou.

Recentemente, a matéria recebeu o apoio de oito líderes partidários para dar prosseguimento ao requerimento de urgênica, que faz com que seja acelerada a tramitação do projeto na Câmara dos Deputados. A oposição, por sua vez, quer debater exploração de minérios em comissão especial e refuta a possibilidade de dar urgência à matéria.

Tereza Cristina

A ex-ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Tereza Cristina participou da cerimônia. Ela chegou a ser cogitada para ocupar a cadeira de vice na chapa de Bolsonaro à reeleição neste ano – inclusive, se reuniu com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, para discutir a possibilidade.

Neste mês, Bolsonaro comentou a possibilidade de Cristina ser sua vice. "Cotadíssima, excelente pessoa também", disse à época. Diante das pesquisas eleitorais, que apontam a ex-ministra líder das intenções de voto no estado, ela desistiu de acompanhar o presidente e decidiu seguir com a pré-candidatura ao Senado pelo Mato Grosso do Sul.

Durante a cerimônia, o chefe do Executivo disse que Cristina pode ter a aparência frágil, mas foi responsável por manter a segurança alimentar no país durante a pandemia de Covid-19. "O ministério mais importante, por ser estratégico, além da Defesa, que Braga Netto ocupou, é o da Agricultura. Eu tenho uma pessoa aqui que pode ser frágil na aparência, ou até mesmo por ser pequena, mas é uma pessoa admirada e amada por todos nós em Brasília", disse.

"A ministra Tereza Cristina foi gigante nesta pandemia. Ela à frente [do ministério], somando com vocês, grande parte do agro, manteve a nossa economia funcionando, garantindo para nós a segurança alimentar", prosseguiu.

O ex-ministro da Defesa Braga Netto, que também estava presente no evento, ocupará a vaga de vice. "É uma pessoa que eu admiro muito, e, caso a gente consiga a reeleição, vai ajudar muito o Brasil nos próximos anos. Eu agradeço ao Braga Netto por ter aceitado essa missão", disse Bolsonaro.

Veja Também


Mais Lidas


Correio do Povo
DESDE 1º DE OUTUBRO 1895