Bolsonaro recebe prêmio de Personalidade do Ano nos EUA
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Bolsonaro recebe prêmio de Personalidade do Ano nos EUA

Em seu discurso, Jair Bolsonaro afirmou que relação com os norte-americanos pode “trazer mais do que a felicidade para os dois países”

Por
Agência Brasil e AE

Presidente do Brasil disse que sua eleição foi um milagre para interromper “políticas nefastas de pessoas que tinham interesse pessoais não deixavam o país ascender”

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O presidente Jair Bolsonaro, e o Secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, receberam nesta quinta-feira, na cidade de Dallas, o prêmio de "Personalidade do Ano", entregue anualmente pela Câmara de Comércio Brasil-EUA. O evento de duas horas contou com um discurso de 11 minutos do presidente, uma continência prestada por Bolsonaro à bandeira americana e o bordão de governo refeito: "Brasil e Estados Unidos acima de tudo".

Na segunda parte do slogan governamental, contudo, Bolsonaro errou a frase. No lugar de "Deus acima de todos", o presidente brasileiro emendou: "Brasil acima de todos".

O presidente da associação, Alexandre Bettamio, afirma que a escolha de Bolsonaro ocorreu em função da esperança trazida por ele ao Brasil, da relação unilateral existente entre o atual presidente e os EUA e pela luta do novo governo para combater a corrupção. "Em nome da democracia, das reformas, do crescimento econômico, do nosso país, dos empresários e da amizade entre Brasil e Estados Unidos, homenageio Jair Bolsonaro e Mike Pompeo com o prêmio de Personalidade do Ano", declarou Bettamio.

Após receber o troféu, Bolsonaro disse estar honrado pela homenagem, disse que sua eleição foi um milagre para interromper "políticas nefastas de pessoas que tinham interesse pessoais não deixavam o país ascender". "O trabalho não é fácil, mas com fé em Deus, com brasileiros, com amigos fora do Brasil que vêm com preocupação o nosso futuro, juntos venceremos essa batalha", disse o presidente brasileiro.

"Ao chegar ao poder, a unidade continua ao nosso lado. Estamos convictos de que essa união, essa confiança que começamos a estabelecer pode nos levar a fazermos comércio, assinarmos muitos acordos e trazer mais do que a felicidade para os dois países", afirmou Bolsonaro em relação aos Estados Unidos.

Ao longo de sua fala, o presidente também reafirmou o receio do retorno da ex-presidente argentina Cristina Kirchner ao poder: "Vamos colaborar com o que for possível com aquele país, sabedores de que se tivermos outra Venezuela no Cone Sul da América do Sul os problemas serão enormes para nós."

"Eu não posso ir à casa de uma pessoa, onde alguém da sua família não me queira bem", lamentou Bolsonaro ao lembrar que teve que transferir a viagem de Nova York para Dallas após o prefeito nova iorquino, Bill de Blasio, o criticar publicamente.  Entretanto, amor por todo os Estados Unidos, inclusive os nova-iorquinos, continuará da mesma forma", afirmou Bolsonaro, que disse ainda que o Brasil de hoje é "amigo dos EUA, respeita os EUA e quer o povo americano, os empresários americanos, ao nosso lado".

Bolsonaro foi acompanhado na cerimônia pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araujo, e pelo ministro de Estado Chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno. Também estavam presentes no evento os governadores de São Paulo, João Doria, e do Acre, Gladson Cameli.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, falou que "a esquerda tentou unificar a América Latina com ideias obsoletas", e que Bolsonaro irá "unificar a América Latina com uma economia de mercado".

Pompeo diz que Bolsonaro e Trump tentam eliminar obstáculos entre os países

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, afirmou que os presidentes do Brasil, Jair Bolsonaro, e dos Estados Unidos, Donald Trump, tentam eliminar os obstáculos entre os dois países. "Vamos continuar nossas conversas e o diálogo de comércio e de negócios", afirmou Pompeo, num vídeo transmitido na cerimônia de entrega do Prêmio Personalidade do Ano, entregue aos dois presidentes pela Câmara de Comércio Brasil-EUA. O secretário de Estado dos EUA não compareceu à solenidade.

Pompeo afirmou que os dois países têm um elo forte, com enfoque na segurança, prosperidade, democracia e direitos humanos. Ele disse também que está "motivado" e que há uma "dedicação" de Bolsonaro para melhorar a economia, com reformas. "Eu gostaria de continuar o trabalho que temos com Bolsonaro, de oportunidade econômica e paz entre os dois países", disse. Pompeo disse também que quer criar um fórum de energia para melhorar a relação de negócios entre os dois países.