Bolsonaro volta a questionar urna eletrônica em vídeo a apoiadores

Bolsonaro volta a questionar urna eletrônica em vídeo a apoiadores

Presidente enviou mensagem para manifestantes que já se reúnem em Brasília, no Rio e em Salvador em ato a favor do voto impresso

R7

Bolsonaro volta a questionar urna eletrônica em vídeo a apoiadores

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O presidente Jair Bolsonaro discursou, neste domingo (1º) por videochamada, dirigindo-se aos manifestantes que já se reúnem em Brasília em ato a favor do voto impresso auditável. O presidente ressaltou a importância de eleições "limpas e democráticas" no ano que vem e  "indícios fortíssimos de manipulação" na eleição passada.

"Vocês estão aí. Além de cravar pela garantia da nossa liberdade, buscar uma maneira de termos eleições limpas e democráticas no ano que vem. Sem eleições limpas e democráticas não haverá eleição", afirmou. "As eleições últimas estão recheadas de indícios fortíssimos de manipulação. Isso não pode ser admitido por mim nem por vocês. Nós juntos somos a expressão da democracia do Brasil", acrescentou. "Quem fala que a eleição é auditada e segura é mentiroso".

O ato pelo voto impresso e auditável, realizado por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, já reúne manifestantes na Praça da República, em Brasília, e na Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro, neste domingo (1º). Atos estão previstos para ocorrer em todo o país. 

Os manifestantes pedem a aprovação da PEC do voto impresso auditável, uma proposta de emenda que está em discussão na Câmara dos Deputados. 

"Fico muito feliz e orgulhoso de ver o povo brasileiro cada vez mais se interando do que acontece no Brasil, como é o jogo do poder, como cada vez mais consegue se identificar com aqueles que têm o discurso de democracia da boca para fora, cada vez mais entender que algumas pessoas aqui, do Planalto Central usando a força do poder querem a volta daqueles que saquearam o país há pouco tempo. Querem a impunidade e a corrupção", afirmou Bolsonaro. 

"Vocês são de fato o meu exército. O nosso exército. Fazer com que a vontade popular seja expressada na contagem publica dos votos", completou. 

Provas

Durante live em redes sociais na quinta-feira (29), Bolsonaro voltou a criticar o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o ministro Luís Roberto Barroso, e mostrou vídeos que circularam por WhatsApp e pela internet como indícios de fraude eleitoral nas eleições de 2014 e de 2018. Mas o presidente não apresentou as provas que havia prometido.

As supostas fraudes, que já haviam sido desmentidas, foram rebatidas em tempo real pelo TSE por meio do Twitter. O presidente estava acompanhado de, segundo ele, um analista de inteligência convidado para participar da transmissão, que iria mostrar indícios de irregularidades. Seu nome é Eduardo Gomes, assessor da Casa Civil.

Em alguns vídeos, eleitores alegaram que votaram no número 17 e o candidato não aparecia na urna eletrônica. A suposta fraude já foi desmentida em diversas oportunidades. Em outro vídeo, um suposto desenvolvedor de sistemas identificado como Jeferson mostra uma possível alteração do código-fonte da urna. Para provar a fraude, o desenvolvedor faz os testes em um simulador, não na própria urna eletrônica

Manifestações

Atos pelo voto impresso e auditável acontecem em pelo menos três capitais: Brasília, Rio de Janeiro e Salvador neste domingo (1).

No DF, um dos presentes é o ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo, que participa do protesto sem máscara de proteção, um item de segurança ainda obrigatório na capital federal durante a pandemia da Covid-19. Manifestantes carregam faixas e cartazes a favor do voto impresso e auditável, uma bandeira do presidente Bolsonaro. O ato conta com a presença de três trios elétricos.

No Rio de Janeiro, o ato acontece na avenida Atlântica, em Copacabana, ocupando uma extensão de cinco quarteirões do bairro. A concentração teve início por volta das 10h, na altura do Posto 5. No local, cinco carros de som foram posicionados em uma das vias da Atlântica, mais próxima ao calçadão, que costuma ser fechada aos domingos para atividades de lazer.

Usando camisas amarelas da Seleção e carregando bandeiras do Brasil, em grande quantidade sem máscara, os manifestantes exibem cartazes a favor do voto impresso e contra o STF. Camisetas eram vendidas no local com o rosto de Bolsonaro e pedidos de voto impresso. Um grande boneco do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vestido de presidiário, foi inflado o no local.

Em Salvador, o protesto foi marcado por críticas ao governador da Bahia, Rui Costa (PT), e ao ex-prefeito ACM Neto (DEM). Houve também bate-boca entre bolsonaristas e opositores do presidente.

Os manifestantes começaram a se concentrar no entorno do Farol da Barra por volta das 9h. No local, um grupo pediu uma oração ao soldado da Polícia Militar Wesley Soares, que morreu após ser baleado no local depois de gritar palavras de ordem e disparar para o alto durante um surto psicótico.

 


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