Política

Centrais sindicais pedem aumento de 8,43% no salário mínimo regional

Chefe da Casa Civil ainda não recebeu proposta do empresariado

Sindicalistas foram recebidos pelo chefe da Casa Civil, Otomar Vivian
Sindicalistas foram recebidos pelo chefe da Casa Civil, Otomar Vivian Foto : Guilherme Testa
Na primeira reunião para negociar o reajuste do salário mínimo regional em 2019, as centrais sindicais pediram aumento de 8,43%. Os sindicalistas foram recebidos pelo chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, nesta quarta-feira. A data-base do piso é 1º de fevereiro.

Dividido em cinco faixas, o mínimo regional é referência para profissionais informais ou de categorias não contempladas em acordos coletivos de classe. Após o encontro de hoje, Vivian informou que, nos próximos dias, recebe, também, a proposta do empresariado. Após os encontros, o governador define qual índice encaminha à Assembleia, para votação em plenário.

“Trabalhamos como um agente facilitador. O governador vai exercer a plenitude na construção do tema e, senão o consenso, devemos chegar o mais próximo disso para remeter o projeto de lei para a Assembleia Legislativa”, disse.

Em março do ano passado, os deputados aprovaram reajuste de 1,81% no salário, abaixo da inflação medida pelo INPC, que teve variação de 2,07% em 2017. Já as centrais pediam 4,17%. No projeto, o governo estadual levou em conta o percentual aprovado para o mínimo nacional em 2018. Com a decisão, o valor do piso regional passou a R$ 1.196,47 na menor faixa, que envolve empregados domésticos e rurais, e a R$ 1.516,26 na maior, voltada a técnicos de nível médio.

Em início de janeiro, o presidente Jair Bolsonaro aprovou um reajuste de 4,61% para o mínimo nacional, que passou de R$ 954 para R$ 998. A decisão levou em conta o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes e a variação da inflação.