A disputa pela presidência da Câmara dos Deputados elevou mais uma vez o tom entre os candidatos da base governista Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Arlindo Chinaglia (PT-SP). Dessa vez, o estopim foram as críticas do líder do governo na Casa, Henrique Fontana (PT-RS), que condenou a postura do peemedebista no episódio do suposto grampo articulado pela cúpula da Polícia Federal para incriminá-lo. Cunha reagiu chamando Fontana de "fraco", "desagregador" e ainda avisou que a bancada do PMDB não reconheceria mais sua liderança.
Fontana classificou de "inaceitável" Cunha dar publicidade a uma gravação que, segundo o peemedebista, foi produzida para constranger sua candidatura. Não tardou para Cunha usar as redes sociais para rebatê-lo. "A bancada do PMDB na Câmara não reconhecerá mais a sua (Henrique Fontana) liderança. Não participaremos de nenhuma discussão sobre matérias de governo em que ele seja o interlocutor", afirmou.
O peemedebista disse que "inaceitável" era a interferência do líder do governo na disputa pela presidência da Câmara. No dia anterior, Fontana disse considerar legítimo que os ministros peçam votos para seus candidatos na Casa.
Chinaglia lembrou que Michel Temer, vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, também faz campanha para Cunha. "Você acha normal um vice-presidente da República apoiar uma candidatura?", indagou. Fontana avisou que não mudará sua postura. "Como deputado, vou continuar fazendo campanha para o meu candidato (Chinaglia)".
Cunha chama Henrique Fontana de "fraco" e "desagregador"
Líder do PT classificou de "inaceitável" Cunha dar publicidade a uma gravação produzida para supostamente constranger sua candidatura