Etchegoyen mostra preocupação com segurança de Bolsonaro

Etchegoyen mostra preocupação com segurança de Bolsonaro

Ministro-chefe de Segurança Institucional falou sobre "radicais insatisfeitos que não admitem a alternância no poder"

Correio do Povo

General também comentou intervenção em Roraima

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O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, afirmou nesta segunda-feira, em entrevista à Rádio Guaíba, que está muito preocupado com a segurança do presidente eleito, Jair Bolsonaro. De acordo com ele, cautela e prudência são as regras para o momento, uma vez que o futuro governante do país vem "sofrendo ameaças". "Minhas preocupações são em decorrência da violência que ele sofreu. Levou uma facada e temos radicais insatisfeitos que não admitem a alternância no poder, acreditam que apenas alguns podem governar. Mas o povo mostrou sua decisão", comentou antes de dizer que tem um temor em relação à posse, agendada para o dia 1º de janeiro.

Etchegoyen, um general do Exército Brasileiro, também disse que nos dois domingos de eleição "ocorreram duas grandes festas nacionais" e que "ninguém noticiou eventos que nos envergonhassem ou arranhassem a nossa democracia", destacando a atuação das forças de segurança. "Houve algumas confusões naturais por conta dos posicionamentos tão distintos, mas pessoas foram votar, houve normalidade. No dia 1º vamos ter a posse, e o governo proporcionará outra festa", analisou. Ele não deu mais informações sobre como será a organização para a data.

Intervenção em Roraima 

O ministro ainda falou sobre a intervenção federal em Roraima, ressaltando a má gestão pela qual o local passa. "Todos os estados, de uma maneira ou de outra, dão um jeito de pagar os salários. Roraima não tinha nenhuma. Como a governadora não se inscreveu no Programa de Recuperação Fiscal, não existia a possibilidade de repasse de recursos. Estavam bloqueados, era uma paralisia pela falta de responsabilidade, e a União não tinha como contornar isso sem a pena de infringer a lei", explicou. "O que está se fazendo é a gestão de respeito ao recurso público para que as pessoas possam ter os serviços minimamente prestados, principalmente em saúde e educação", completou.

Segundo o decreto 9.602, publicado nesta segunda-feira no Diário Oficial da União, a decisão foi definida em decorrência do "grave comprometimento da ordem pública", devido aos problemas relacionados à segurança e ao sistema penintenciário do estado. Com a medida, até o fim do ano, a governadora Suely Campos (PP) ficará afastada do cargo e assume como interventor o governador eleito, Antonio Denarium (PSL).

Casos diferentes 

Ao ser questionado sobre as semelhanças com a situação no Rio de Janeiro, Etchegoyen avaliou que são casos bastante diferentes, pois o estado fluminese "já estava inscrito no Programa de Recuperação Fiscal e vinha fazendo esforços". "Em Roraima não, a governadora concedeu aumento de sálarios nas últimas semanas sem a possibildiade de honrá-los, ficou inadimplente. Roraima é reduzida basicamene a contra-cheques, teve seu investimento inviabilizado. Isso acendeu uma enorme luz vermelha de que, se a União não tomasse medidas, poderíamos lidar com uma tragédia de grandes dimensões", analisou.

O ministro ainda enfatizou que a decisão pela intervenção está associada somente a isso, rechaçando qualquer relação com a migração de venezuelanos, que somam quase 9 mil somente por lá. "A política enquanto a recepção dessas pessoas continua a mesma. A União já operava lá porque é uma questão federal, não estadual", finalizou.

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