EUA manterão tarifas punitivas em meio à disputa entre Boeing e Airbus

EUA manterão tarifas punitivas em meio à disputa entre Boeing e Airbus

Disputa das aéreas é permeada por medidas protetivas de norte-americanos e europeus

AFP

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Os Estados Unidos disseram nesta quinta-feira que manterão tarifas punitivas sobre algumas importações europeias como parte da disputa comercial de longa data entre as gigantes da aviação Boeing e Airbus. Em nota que será publicada no Registro Federal nesta sexta-feira, o Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) afirma que "no momento não é necessário revisar" essas taxas.

Desde que assumiu o cargo no mês passado, o presidente Joe Biden indicou que não modificará as últimas tarifas impostas por seu antecessor Donald Trump, que estão em vigor desde 12 de janeiro.

No entanto, Biden afirma que quer restaurar os laços com os tradicionais aliados dos Estados Unidos, incluindo os países da União Europeia (UE), que se deterioraram muito com a política comercial e diplomática de Trump.

Os Estados Unidos e a UE têm desde 2004 uma disputa sobre práticas comerciais desleais. Ambas as partes se acusam de apoiar empresas aeronáuticas como a Boeing e a Airbus violando acordos comerciais.

Washington e Bruxelas obtiveram autorização da Organização Mundial do Comércio para impor tarifas punitivas. Em dezembro, o USTR anunciou taxas sobre peças de aeronaves, vinho, e conhaque da França e da Alemanha. Eles foram adicionados a uma longa lista de produtos da UE que receberam encargos de 25% desde 2019.

Após uma decisão da OMC em novembro, a UE impôs tarifas adicionais sobre produtos importados dos EUA, no valor de 4 bilhões de dólares, incluindo aviões Boeing, produtos agrícolas como trigo, assim como tabaco, destilados e chocolate.


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