Governo precisa mostrar visão ampla da reforma tributária, diz Leite

Governo precisa mostrar visão ampla da reforma tributária, diz Leite

Equipe econômica enviou a primeira etapa da reforma ao Congresso em junho

AE

Eduardo Leite quer governo com visão mais ampla da reforma tributária

publicidade

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), avaliou nesta quinta-feira, que o governo federal precisa apresentar qual a "visão ampla" que tem sobre a reforma tributária. Em julho, a equipe econômica enviou a primeira etapa de quatro de uma proposta de reforma fatiada do Executivo. As outras fases da reforma ainda não foram encaminhadas para análise do Congresso.

"Acho que é muito importante na reforma tributária nacional, mesmo que o governo tenha começado com PIS/Cofins, que ele apresente qual é a sua visão ampla de uma reforma mais abrangente", opinou Leite.

Pela sugestão do governo, o PIS e a Cofins seriam unificados criando um novo imposto, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), com alíquota de 12%.

"Só poderemos discutir PIS/Cofins sabendo e entendendo de que forma vamos discutir os outros impostos", argumentou. Durante debate promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o governador defendeu uma reforma ampla, que inclui a simplificação de demais impostos e diminua a complexidade do sistema. "Se não vamos fazer ela (reforma) toda ao mesmo tempo, no mínimo ter a visão ampla de como se encaminhará essa simplificação de outros itens é bastante importante", acrescentou.

O governador mencionou ainda que um dos obstáculos para aprovar as mudanças no sistema tributário é a postura de "confronto" do governo federal em relação aos Estados. "Nós temos uma dificuldade nesse momento porque a opção do governo federal tem sido muito a do confronto e a do conflito político que acaba tumultuando o andamento de uma reforma tão complexa", disse.

Na visão dele, cabe aos governadores contribuir com o intermédio junto aos setores produtivos e na construção de ambiente favorável à reforma, na medida que o governo lidere o debate e exerça o diálogo.

Aprovação

Também presente ao webinar da CNI e da Febraban desta quinta-feira, o governador de Goiás e ex-senador, Ronaldo Caiado (DEM), opinou que a reforma só deve chegar aos plenários do Congresso para ser votada no ano que vem. Rui Costa (PT), governador da Bahia, concordou e também disse não estar otimista com uma aprovação da proposta em um curto prazo. "O texto, quando colocar no papel, vai gerar polêmicas", afirmou Costa.

 


publicidade

publicidade

Correio do Povo
DESDE 1º DE OUTUBRO 1895