Lula avalia três nomes para Ministério do Planejamento

Lula avalia três nomes para Ministério do Planejamento

Pasta da Economia deve ser desmembrada; Wellington Dias, Esther Duek e Renan Filho são as pessoas cotadas pelo presidente 

R7

Governador Wellington Dias explicou que as buscas ocorreram na Câmara e na casa onde hoje mora o filho do casal e sua família

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O presidente eleito no Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), estuda ao menos três nomes para o Ministério do Planejamento, que será recriado a partir de janeiro de 2023. Há um impasse em torno do futuro indicado para a pasta, uma vez que há pressão do mercado para um perfil mais técnico.

O Planejamento será uma das três pastas que serão recriadas a partir do desmembramento do Ministério da Economia. Os outros ministérios serão o da Fazenda e da Indústria, Comércio e Serviços. Os senadores eleitos Wellington Dias (PT-PI) e Renan Filho (MDB-AL) e a ex-secretária de Orçamento e integrante da equipe de transição do novo governo, Esther Duek, são cotados para o cargo de ministro no Planejamento. 

Lula, porém, ainda não bateu o martelo, e um nome que corre por fora pode vir a ser avaliado. A reportagem do R7 apurou que há ainda uma avaliação de que o Planejamento também possa ser dividido. A ideia é deixar o ministério com temas relacionados ao Orçamento da União e políticas de longo prazo.

A outra pasta trataria de questões burocráticas e digitais. Ainda não se sabe se, de fato, seria criado um ministério ou uma secretaria com o status de ministério vinculada à Presidência da República. Entre os temas dessa área estão gestão de patrimônio e discussões de reajustes.

Questionado pela reportagem da Record TV no início deste mês, Lula evitou dizer se o futuro ministro do Planejamento terá um perfil mais técnico e disse apenas que o titular deverá ser alinhado com o ministro da Fazenda, para que não haja divergências entre as pastas.

"O perfil será de um cara que esteja apto a cuidar do Ministério do Planejamento, do Orçamento, e que seja um ministro bastante afinado com o Ministério da Fazenda. É preciso que trabalhem juntos, pensem juntos, para que não haja muita divergência entre os dois ministérios", afirmou Lula.

A declaração foi dada ao ser perguntado sobre a necessidade de escolher um nome de perfil mais técnico no Planejamento, para fazer contrapeso ao ministro da Fazenda, cujo o escolhido foi Fernando Haddad (PT-SP) – que é considerado pelo mercado um articulador mais político.

Ministério da Fazenda

Como mostrou o R7, o indicado para chefiar o Ministério da Fazenda, Fernando Haddad, escolheu o economista Gabriel Galípolo para o cargo de secretário-executivo, o número dois da pasta. 

Galípolo é formado em ciências econômicas e mestre em economia política, ambos pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Em 2007, foi chefe da assessoria econômica da Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos de São Paulo e, no ano seguinte, foi diretor de estruturação de projetos na Secretaria de Economia e Planejamento.

Em 2009, fundou a Galípolo Consultoria, da qual é sócio-diretor. Atualmente o economista é pesquisador sênior no Centro Brasileiro de Relações Internacionais e conselheiro na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).


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