Melo volta a defender mais flexibilizações, mas admite que não possui base científica

Melo volta a defender mais flexibilizações, mas admite que não possui base científica

Ao mesmo tempo, prefeito diz que "tem gente que não estudou nada e chega com tese pronta"

Flavia Bemfica

Declarações foram feitas durante reunião-almoço da Federasul

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O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), voltou a defender mais flexibilizações nas medidas restritivas em vigor, e que já foram afrouxadas no início desta semana, após o retorno da cogestão. Ele também se manifestou pela reabertura das escolas e enfatizou a iniciativa de oferta de máscaras de proteção que passou a ser feita pela Guarda Municipal em locais públicos. As declarações foram feitas durante a reunião-almoço ‘Tá na Mesa’, da Federasul, realizada em formato virtual, e da qual o prefeito participou como palestrante. Para além da pandemia, o item de maior destaque da palestra foi a garantia dada por Melo de que vai mesmo privatizar a Carris.

Na coletiva que antecedeu o almoço Melo mais uma vez repetiu que não pode ser creditada à abertura do comércio, com o cumprimento de protocolos, o aumento na circulação do coronavírus. “O comércio tem tido uma frequência baixa, e menos funcionários”, avaliou. Questionado sobre se a prefeitura possui algum estudo que indique que mais flexibilizações e abertura de um maior número de atividades não interferem no aumento da circulação do coronavírus, o prefeito respondeu que não. “Eu não tenho um laudo. Mas neste tema somos todos alunos. Só que tem gente que não estudou nada desta matéria e quer ser professor, porque chega com teses prontas, dizendo que é de uma determinada forma”, rebateu.

Instituições acadêmicas e científicas já realizaram diversos estudos a respeito de quais os ambientes que podem oferecer maiores riscos de contágio para a Covid-19. Entre estas instituições estão as universidades de Stanford e de Oxford e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).


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