Política

Ministério da Justiça tem R$ 2,4 bilhões não utilizados, afirma Flávio Dino

Valores são do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), utilizado para apoiar projetos na área de segurança pública

Ministro Flávio Dino
Ministro Flávio Dino Foto : Ricardo Stuckert / PR / Divulgação CP

O ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmou nesta terça-feira (9) que a pasta tem R$ 2,4 bilhões represados no Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP). Segundo o chefe da pasta, o recurso está inutilizado por conta de “normativos errados”. 

“Tínhamos bilhões de reais parados que não estavam e ainda não estão sendo efetivamente utilizados. O que fizemos foi editar uma portaria em março que visa exatamente permitir que os estados gastem esse dinheiro. Nós temos estados que tem mais de R$ 100 milhões parados”, afirmou Dino, em audiência da Comissão de Segurança Pública do Senado.

Em portaria publicada em 10 de março, o Governo Federal estabeleceu novas medidas para dar mais fluidez na execução dos recursos do fundo transferidos aos Estados e ao Distrito Federal, no período entre 2019 e 2022. 

Pelo texto, Estados e Distrito Federal podem fazer mudanças no plano de aplicação dos recursos do fundo. O objetivo da medida é ampliar o alcance e a eficácia das medidas de segurança, fornecendo novas possibilidades para os estados em suas estratégias de proteção.

Dino também destacou que a integração das forças de segurança e a implementação do Sistema Único de Segurança Pública é um dos maiores desafios do ministério. “Precisamos mostrar a necessidade de integração das forças federais, estaduais e municipais do controle de fronteiras. Esse é um caminho indeclinável, esse caminho de nós apoiarmos os municípios para que possam integrar as ações que produzem ótimos resultados”, comentou.

O fundo

Criado em 2000, o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) tem como principal objetivo apoiar projetos de responsabilidade dos Governos estaduais, municipais e do Distrito Federal na área de segurança pública, além de projetos sociais de prevenção à violência, desde que estejam de acordo com o Plano Nacional de Segurança Pública.

Entre as iniciativas que podem ser apoiadas estão o reequipamento das polícias estaduais, além do treinamento e qualificação de policiais civis, militares e de guardas municipais. O fundo é administrado por um Conselho Gestor composto por representantes do Ministério da Justiça; Ministério do Planejamento e Orçamento; Casa Civil, GSI e Procuradoria Geral da República.