Mudanças nas carreiras e na Previdência vão atingir todos os poderes, diz Leite
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Mudanças nas carreiras e na Previdência vão atingir todos os poderes, diz Leite

Governador não quis dar detalhes a respeito dos projetos porque os textos não estão fechados

Por
Flavia Bemfica

Governador afirmou que as mudanças incluem a extinção de vantagens temporais, de gratificações de permanência e de incorporação de gratificações

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O governador Eduardo Leite anunciou na tarde desta segunda-feira que as reformas administrativa e da previdência que o governo vai encaminhar para a Assembleia Legislativa nas próximas semanas vão atingir todos os poderes e não apenas o Executivo. Segundo ele, os chefes dos demais poderes serão procurados para tratar do tema nos próximos dias, assim como as entidades representativas das diferentes categorias de servidores. Com os sindicatos as reuniões começarão na quarta-feira, pelo Cpers.

Leite não quis dar detalhes a respeito dos projetos porque, segundo ele, os textos não estão fechados. Mas afirmou que as mudanças incluem a extinção de vantagens temporais, de gratificações de permanência e de incorporação de gratificações. “O governo federal acabou com vantagens temporais na década de 90. A incorporação de gratificações está sendo extinta pela PEC 6. A questão que trata do recebimento de uma gratificação que é incorporada e levada para a aposentadoria sem que efetivamente o servidor tenha contribuído vai estar presente em nossa decisão”, assinalou Leite.

O anúncio para a imprensa aconteceu no Centro de Treinamento da Procergs, na zona Sul, onde o governador promove desde a manhã rodadas de apresentações para os deputados da base aliada. Após a coletiva de imprensa o chefe da Casa Civil, Otomar Vivian (PP), informou que o Executivo pretende votar todos os projetos ainda neste ano, apesar de faltarem pouco mais de dois meses para o encerramento do ano legislativo. O governo ventila a ideia de que, dentro do leque de mais de 10 opções de propostas que tem em formatação, envie um conjunto de seis para a Assembleia, e adiantou que há previsão de alteração na Constituição. O número, contudo, é considerado baixo para o número de alterações que o Executivo pretende fazer.