Municipários de Porto Alegre devem receber menos de R$ 1,5 mil no dia 30 de setembro

Municipários de Porto Alegre devem receber menos de R$ 1,5 mil no dia 30 de setembro

Não foi anunciado o restante do calendário de quitação dos salários

Henrique Massaro

Não foi anunciado o restante do calendário de quitação dos salários

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Todos os servidores municipais de Porto Alegre devem receber menos de R$ 1.500 no dia 30 de setembro. O anúncio foi feito pelo prefeito Nelson Marchezan Júnior na manhã desta terça-feira, cinco dias antes do dia do pagamento. Não foi anunciado o restante do calendário de quitação dos salários. Nesta terça a prefeitura contava com o suficiente para R$ 600 para cada trabalhador. A expectativa era de que, ao longo do dia, quarta e quinta as arrecadações chegassem ao valor estimado.

O executivo atribui o parcelamento, principalmente, às derrotas sofridas na tentativa de aprovar projetos na Câmara de Vereadores. "Com esses três dias, se tiver uma arrecadação prevista, a gente não deve chegar a pagar R$ 1.500 para todos os servidores, tanto os ativos como os inativos", afirmou Marchezan.

De acordo com ele, uma das expectativas do município é de que o Legislativo possa repassar os valores do duodécimo que excederam as suas despesas mensais, como já vem ocorrendo nos últimos anos. "Vamos buscar essa alternativa de pedir que a Câmara (de Vereadores) já abra mão desse duodécimo e possa deixar essas suas sobras pra que a prefeitura pague às despesas de pessoal um valor um pouco maior", completou.

O prefeito atrelou a necessidade de parcelamento à não-aprovação de dois projetos encaminhados por ele ao Parlamento: o reajuste do IPTU e a redução automática dos aumentos salariais.

Segundo Marchezan, essas medidas seriam as únicas alternativas que poderiam fazer com que o município voltasse a pagar em dia os servidores. "A Câmara de Vereadores, na sua maioria, está optando por manter o pagamento parcelado e a cidade de Porto Alegre não ter os investimentos necessários em áreas que beneficiariam os mais pobres."

Apesar de não dizer se fará uma nova tentativa de aprovação do projeto referente ao IPTU, o chefe do Executivo afirmou que este é um dos caminhos inevitáveis para qualquer prefeito que queira mudar a qualidade de vida dos habitantes. "A cidade de Porto Alegre, sem dúvida, em dois anos poderia ser uma Barcelona, uma Madri, uma Nova York, se ela tivesse, por exemplo, o IPTU de Barcelona, de Madri, de Nova York, onde as pessoas pagassem pelo valor real do seu imóvel", comentou.

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