Política

Pedro Ruas é o terceiro a abrir mão de reajuste de deputado em 2015

Governador, vice e pelo menos um secretário já anunciaram a mesma atitude

Vereador Pedro Ruas, do Psol, abriu mão do valor referente ao reajuste para deputados
Vereador Pedro Ruas, do Psol, abriu mão do valor referente ao reajuste para deputados Foto : Edson Sempe Pedroso/ Câmara de Vereadores / Divulgação / CP
Eleito deputado estadual, o hoje vereador de Porto Alegre Pedro Ruas (PSol) confirmou na tarde desta quarta-feira que irá optar pela doação mensal a 16 entidades assistenciais do valor do reajuste salarial garantido para os parlamentares da próxima legislatura a partir de fevereiro, quando assumirá a vaga na Assembleia Legislativa. Idosos, pessoas com deficiência, crianças carentes e doentes com câncer e diabetes, por exemplo, podem se beneficiar com a medida.

Além dele, Marcel Van Hattem (PP) e Tiago Simon (PMDB) já haviam anunciado a intenção de continuar recebendo o salário atual de deputado – R$ 20,2 mil – em vez do valor majorado – R$ 25,3 mil. O trio é estreante na Casa. Entre os parlamentares atuais que foram reeleitos, nenhum até agora se manifestou.

No início da semana, o governador José Ivo Sartori e o vice, José Paulo Cairoli, também formalizaram a decisão de abrir mão do reajuste, de R$ 17,3 mil para R$ 25,3 mil, e de 11,5 mil para R$ 18,9 mil, respectivamente.

Entre os secretários do primeiro escalão, apenas Juvir Costella (PMDB), da Pasta de Turismo, anunciou a intenção de fazer o mesmo, até agora. Ontem, ele sugeriu uma reunião entre os escolhidos para o primeiro escalão, a fim de que o governador defina uma diretriz sobre a questão, permitindo, por exemplo, que os colegas também possam renunciar à verba extra. Os secretários também tiveram os vencimentos elevados, de R$ 11,5 mil para R$ 18,9 mil.

O impacto inicial dos reajustes no Executivo e Legislativo deve ficar próximo de R$ 4 milhões. Já os reajustes aprovados para os demais poderes e órgãos correlatos – Tribunal de Justiça, Ministério Público, Defensoria Pública e Tribunal de Contas – chega a cerca de R$ 120 milhões