PGR defende continuidade de inquérito sobre Bolsonaro

PGR defende continuidade de inquérito sobre Bolsonaro

Aras defende novas diligências em investigação relatada por Moraes e pede transcrição de entrevistas concedidas por Bolsonaro

R7

Augusto Aras, procurador-geral da República

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Em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria-Geral da República (PGR) defende a manutenção do inquérito que corre na Polícia Federal sobre o presidente Jair Bolsonaro por supostamente ter divulgado pelas redes sociais documentos sigilosos de uma investigação que corre na corporação. Para a PGR, existem indícios de crime pelo chefe do Executivo, inclusive com declarações públicas dele em entrevistas dadas sobre o caso.

O presidente é acusado de ter publicado na internet trechos do inquérito que investiga invasão a um dos sistemas usados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na eleição realizada em 2018. O acesso indevido teria ocorrido no software usado em um município específico do Rio de Janeiro e, de acordo com a Justiça Eleitoral, não comprometeu a realização do pleito.

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O relator do caso no Supremo é o ministro Alexandre de Moraes. O magistrado determinou que o presidente prestasse depoimento na última sexta-feira, mas a ordem não foi cumprida. Para a PGR, é necessário realizar outras diligências para aprofundar as investigações e, por isso, o inquérito deve continuar. 

"É pertinente a adoção das diligências já determinadas na decisão pela qual instaurado o inquérito, bem como de outras, abaixo indicadas, que, ao ver do Ministério Público, na qualidade de titular privativo da ação penal de iniciativa pública, podem contribuir com a elucidação dos fatos noticiados", destaca a PGR.

"Além da juntada de mais dados relacionados ao Inquérito 1361/2018-4/ SR/PF/DF-GRCC, a fim de deixar estreme de dúvidas o caráter sigiloso datramitação dos autos, cabe a referência a declarações públicas do investigadoem que assinalou seu entendimento no sentido da qualidade de supervisor hierárquico da Polícia Federal", completa o Ministério Público.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, recomenda "a transcrição de entrevistas dadas pelo Presidente da República,com posterior juntada aos autos, relativas ao Inquérito", para confirmar a intenção dele de praticar atos ilícitos.   


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