O governo do Estado do Rio Grande do Sul informou, em nota oficial nesta quarta-feira, que a ação que tirou o movimento Lanceiros Negros de prédio no Centro de Porto Alegre ocorreu após "esgotadas todas as alternativas de resolução consensual". Conforme o Piratini, "toda a ação da Brigada Militar ocorreu no sentido de desobstruir o acesso ao local e cumprir a decisão judicial".
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"Por medida judicial expedida pelo Poder Judiciário, foi executado por um oficial de justiça, o cumprimento de ordem de reintegração de posse do imóvel do Estado, onde operava a antiga sede do Ministério Público Estadual", relatou nota do governo. "O local será reintegrado e ocupado pela Defesa Civil e por setores da Casa Civil", justificou, sobre a necessidade de remoção.
O Piratini argumentou, também, que o "prédio invadido oferece risco por ser histórico, impróprio para habitação, sobretudo pelo piso antigo estar cedendo".
Sobre a retirada das famílias durante a noite, às vésperas do inverno, o governo explicou na nota que "foi ofertado abrigo e atendimento social no Vida Centro Humanístico no bairro Sarandi". Para levar as pessoas até lá, o governo ofereceu "caminhões e ônibus de transporte, com apoio do Corpo de Bombeiros, Conselho Tutelar e Samu".
Piratini justifica desocupação "esgotadas todas as alternativas de resolução consensual"
Governo afirma que prédio do Lanceiros Negros era impróprio para habitação