"Podem acontecer problemas em alguns ministérios", diz Bolsonaro

"Podem acontecer problemas em alguns ministérios", diz Bolsonaro

Presidente disse que corrupção "diminuiu muito" em seu governo; declaração foi dada em evento da Caixa Econômica no Planalto

R7

Presidente disse que corrupção "diminuiu muito" em seu governo; declaração foi dada em evento da Caixa Econômica no Planalto

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O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse que “podem acontecer problemas em alguns ministérios”. A declaração foi dada quando ele falava sobre eventuais casos de corrupção no governo, durante evento da Caixa Econômica Federal, no Palácio do Planalto, em Brasília, na manhã desta segunda-feira.

“Eliminou-se a corrupção? Obviamente que não. Podem acontecer problemas em alguns ministérios? Pode. Mas diminuiu muito a corrupção no Brasil”, afirmou.

A cerimônia ocorrida no Planalto marcou o lançamento de linhas de crédito do banco público voltadas para camadas mais vulneráveis da população. O evento também foi o pontapé inicial das comemorações dos mil dias de governo Bolsonaro. O presidente terá uma agenda de viagens pelo país nesta semana.

No Planalto, Bolsonaro comentou o período de governo. Ele disse que “muitos acham que o que acontece hoje no tocante a economia, inflação, preço de combustíveis está acontecendo porque” ele é o presidente.

O chefe do Executivo declarou que “alguns acham” que ele tem “poder de decidir as coisas dentro da Petrobras”. Afirmou que o maior acionista no caso da estatal é o governo brasileiro, mas há regras e normas que travam sua ação direta.

Bolsonaro disse que antes do evento conversou com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. Afirmou que nenhum ministro seu “trabalha sob pressão”. De acordo com o presidente, eles “trabalham com observações”.

No caso de Bento Albuquerque, a conversa foi “sobre a nossa Petrobras: o que nós podemos fazer para melhorar ou diminuir o preço na ponta da linha”, disse.

Bolsonaro voltou a defender a política econômica comandada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Para o presidente, “se for para trocar [o ministro], tem que trocar por alguém com política diferente da dele”. Caso contrário, “é trocar seis por meia dúzia”.

Como de costume, Bolsonaro falou novamente em “liberdade” e criticou a demissão do jornalista Alexandre Garcia, que deixou a CNN Brasil por defender o tratamento precoce contra a Covid-19, que não tem comprovação científica. “Um famoso jornalista foi demitido por sua opinião. Não tem coisa mais absurda do que isso”, disse o presidente.


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