Além de estudo interno sobre a Carris, que está sendo realizado por técnicos da própria Prefeitura de Porto Alegre, será feita licitação para a contratação de duas consultorias. Uma delas irá averiguar a avaliação da companhia. A outra, estabelecer a melhor forma de disponibilizar a Carris no mercado. Por enquanto, são três alternativas em análise: a privatização, a extinção da companhia, com a licitação das linhas e a venda do patrimônio da estatal, ou a licitação das linhas em conjunto com os veículos.
Além das resistências políticas que envolvem a venda de patrimônio público, a prefeitura reconhece que há outros obstáculos que terão de ser equalizados. Entre eles, a falta de padronização dos ônibus da companhia, o que complica o interesse das empresas privadas, que operam com modelo único, e o passivo trabalhista. Considerando apenas o que já está em âmbito judicial, o valor do passivo é de aproximadamente R$ 20 milhões.
Há uma semana, em entrevista à Rádio Guaíba, o prefeito Nelson Marchezan afirmou que a Carris está com os dias contados. “A gente já fez uma análise financeira da Carris. É inviável ser administrado pela máquina pública. A manutenção é mais cara, a despesa de pessoal é muito mais cara. Não é um setor que a máquina pública consiga concorrer com o privado”, argumentou na ocasião.
Prefeitura irá contratar duas consultorias para avaliar situação da Carris
Gestão de Marchezan analisa possibilidade de privatização e extinção da companhia