Presidenciáveis dizem que democracia está "ameaçada"

Presidenciáveis dizem que democracia está "ameaçada"

Nota conjunta foi assinada pelo governador Eduardo Leite com Ciro Gomes, João Amoedo, João Doria, Luciano Huck e Luiz Henrique Mandetta

Mauren Xavier

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Considerados presidenciáveis para a eleição de 2022, lideranças divulgaram na noite desta quarta-feira um manifesto em defesa da "consciência democrática", no qual dizem que a democracia brasileira está "ameaçada". O documento é assinado por Ciro Gomes (que disputou a eleição presidencial em 2018); Eduardo Leite (governador do Rio Grande do Sul), João Amoedo (que disputou a eleição presidencial em 2018); João Doria (governador de São Paulo), Luciado Huck (apresentador), e Luiz Henrique Mandetta (ex-ministro da Saúde e ex-deputado federal). 

A divulgação ocorreu por meio de uma publicação nas redes sociais pelo ex-ministro da Saúde, no mesmo dia em que há 57 anos ocorria o golpe de 64 no Brasil.  O manifesto recupera o movimento "Diretas Já", na década de 80, que resultou na eleição de Tancredo Neves para a Presidência da República, a volta das eleições diretas para o Executivo e o Legislativo e promulgação da Constituição Cidadã de 1988. "Três décadas depois, a Democracia brasileira é ameaçada", afirma o documento. 

Na nota, as lideranças dizem que a democracia "é o melhor dos sistemas políticos que a humanidade foi capaz de criar". E ressaltam que com ela há "liberdade de expressão, respeito aos direitos individuais, justiça para todos, direito ao voto e ao protesto". 

E complementam a preocupação com atitudes consideradas autoritárias que "podem emergir das sombras". "Exemplos não faltam para nos mostrar que o autoritarismo pode emergir das sombras, sempre que as sociedades se descuidam e silenciam na defesa dos valores democráticos", diz trecho do documento, que termina com a frase: "Vamos defender o Brasil".


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