Política

Processo do TCE relativo à extinção de fundações vai a votação na próxima semana

Decreto do governador, desta quinta, determinou extinção de seis órgãos em até seis meses

TCE deve analisar extinção de fundações na semana que vem
TCE deve analisar extinção de fundações na semana que vem Foto : Samuel Maciel / CP Memória
O julgamento da extinção de seis fundações ligadas ao governo estadual vai ser retomado, na próxima quarta-feira, no Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul (TCE). A expectativa é de que o conselheiro Pedro Henrique Poli de Figueiredo devolva o pedido de vistas feito na sessão do Pleno da Corte no dia 6 de setembro.

O processo envolve a Fundação Zoobotânica, a FEE, a Metroplan, Fundação Piratini, Cientec e Fundação para Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH). Na semana passada, o Tribunal confirmou que a liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, que autorizou a continuidade dos processos de extinção sem negociação trabalhista prévia, não altera a tramitação do processo na Corte de Contas gaúcha.

Caso o conselheiro Estilac Xavier, que também pediu vistas, concorde com o voto do conselheiro Pedro Henrique, o julgamento deve ser finalizado na mesma sessão. Até o momento, somente o relator da matéria votou. O conselheiro Cezar Miola aprovou a extinção das fundações desde que o governo dê plenas garantias de que serão garantidas as atribuições dos órgãos. No voto, ele disse que enquanto auditorias não deixarem isso comprovado, a Secretaria de Planejamento e Gestão não pode editar atos de desmobilização de estruturas e demissão de pessoal.

O Pleno do TCE é composto de sete conselheiros e o presidente, Marco Peixoto, só vota em caso de empate. Paralelamente, um decreto do governador José Ivo Sartori, publicado no Diário Oficial desta quinta-feira, determina a extinção das seis fundações no prazo de 180 dias. O decreto se baseia na liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes.

A Fundação Piratini começou a comunicar os funcionários a respeito da demissão. Um comunicado foi publicado no site da instituição nessa quarta-feira. A comunicação dá prazo de oito dias para que os funcionários apresentem defesa contrária ao desligamento. Conforme o advogado Antônio Carlos Porto Júnior, da Frente Jurídica de Defesa, o comunicado não é um aviso prévio. “Não tem validade legal como demissão dos funcionários”, explicou.

Além disso, para o dia 7 de novembro está agendada nova reunião de mediação no Tribunal Regional do Trabalho. “A audiência está mantida, se o governo vai comparecer ou não é outra questão. Os sindicatos vão”, disse o advogado.