Regina Duarte é convidada para assumir secretaria da Cultura, diz jornal
capa

Regina Duarte é convidada para assumir secretaria da Cultura, diz jornal

Atriz ainda não respondeu à proposta do governo Bolsonaro para substituir Alvim

Por
R7

Atriz já teria sido convidada para integrar governo em 2019

publicidade

A atriz Regina Duarte foi convidada para assumir a secretaria de Cultura do governo federal após a demissão de Roberto Alvim. Ele foi exonerado nesta sexta-feira, após divulgar vídeo com discurso com referências nazistas. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo.

Duarte já havia sido convidada para integrar o governo federal no início de 2019, mas recusou a oferta. Segundo a reportagem, a atriz ainda não respondeu o convite.

A gravação de Alvim foi feita para lançar o Prêmio Nacional das Artes. No entanto, o conteúdo da gravação chamou a atenção pela estética com ares de nazismo. Penteado como Goebbels, Alvim usou falas de um discurso de 1933, realizado no hotel Kaiserhof, em Berlim, para diretores de teatro. Ao fundo, escuta-se a composição "Lohengrin" de Richard Wagner, músico predileto de Hitler.

"A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional. Será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes de nosso povo, ou então não será nada", afirmou Alvim no vídeo postado nas redes sociais. As falas são muito semelhantes ao que é citado em biografia de Goebbels.

Em nota no Facebook nesta sexta, Alvim disse que colocou o cargo à disposição de Bolsonaro, "com o objetivo de protegê-lo". "No meu pronunciamento, havia uma frase parecida com uma frase de um nazista. Não havia nenhuma menção ao nazismo na frase, e eu não sabia a origem dela. O discurso foi escrito a partir de várias ideias ligadas à arte nacionalista, que me foram trazidas por assessores. Se eu soubesse da origem da frase, jamais a teria dito. Tenho profundo repúdio a qualquer regime totalitário, e declaro minha absoluta repugnância ao regime nazista", escreveu.