Política

Toffoli nega pedido para derrubar afastamento de Witzel

Principal argumenta da defesa, que contestava decisão monocrática e pedia recondução ao cargo, foi esvaziado após plenário do Superior Tribunal de Justiça referendar perda temporária das funções

Pedido de defesa de Witzel foi negado
Pedido de defesa de Witzel foi negado Foto : Wilton Junior / Estadão Conteúdo / CP Memória

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quarta-feira, 9, um pedido apresentado pela defesa de Wilson Witzel (PSC) para suspender seu afastamento do governo do Rio.

No despacho, o presidente do Supremo lembrou que a decisão liminar de tirar Witzel do cargo por 180 dias, tomada pelo ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), foi posteriormente referendada pelo plenário do STJ. O principal argumento da defesa para tentar a recondução do governador foi apoiado justamente no questionamento à decisão monocrática.

“Essa alteração substancial no quadro jurídico-processual, inicialmente apresentado, acarretou, na esteira de precedentes, a perda superveniente do interesse processual”, escreveu Toffoli.

O governador do Rio foi denunciado por participação em um esquema de corrupção envolvendo supostas fraudes em compras e contratações pelo Estado. O Ministério Público Federal (MPF)  chegou a pedir a prisão de Witzel , negada pelo STJ. O afastamento, por sua vez, foi determinado ‘para fazer cessar as supostas atividades de corrupção e lavagem de dinheiro’ investigadas.