Veja a versão final do relatório que será lido hoje na CPI da Covid-19

Veja a versão final do relatório que será lido hoje na CPI da Covid-19

Com 1.180 páginas e pedido de indiciamento de 66 pessoas e duas empresas, o documento será votado na próxima semana

R7

CPI da Covid faz a leitura do relatório final na manhã desta quarta-feira

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Às 10h desta quarta-feira, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 se reúne para fazer a leitura do relatório final. O documento é o compilado de tudo que foi apurado nos quase seis meses de reuniões, desde a abertura, em 27 de abril deste ano. Nele também estão sugestões de indiciamentos e pedidos de investigações. A partir do relatório, órgãos fiscalizadores serão acionados para darem continuidade às investigações. 

O documento, elaborado pelo relator Renan Calheiros (MDB-AL), tem 1.180 páginas e pedido de indiciamento para 66 pessoas e duas empresas. Foi alterado após uma reunião de Calheiros com outros integrantes da comissão, na noite de terça-feira. 

No documento finalizado, Calheiros retirou o pedido de indiciamento do presidente Jair Bolsonaro pelo crime de genocídio contra povos indígenas. A proposta chegou a ser incluída em uma prévia do relatório, mas não houve consenso entre os senadores. Em reunião na noite de terça-feira, o G7, grupo majoritário da CPI, decidiu retirar a indicação do crime. Também foi desconsiderado o pedido de indiciamento de advocacia administrativa contra o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ).

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As mudanças no relatório ocorreram depois que a minuta do documento vazou antes de ser lida por todos os integrantes do G7. O vazamento gerou profundos desgastes com críticas contundentes do presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), ao relator, Renan Calheiros. Se antes o texto previa um capítulo inteiro para descrever o crime de genocídio no direito brasileiro, o nome mal aparece na versão final. 

O nome vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos) continua do documento e é incluído no trecho que trata de fake news durante a pandemia. Os senadores retiraram imputações à empresa Belcher Farmacêutica, que possui relação com o deputado Ricardo Barros (PP-PR).

 

 

 


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