Vereador do Novo se algema e compara MP da Liberdade Econômica à Lei Áurea
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Vereador do Novo se algema e compara MP da Liberdade Econômica à Lei Áurea

Felipe Camozzato celebrou aprovação do texto-base no Congresso Nacional

Por
Correio do Povo

Vereador citou diversas mudanças que serão geradas pela adoção da MP

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Quinto vereador mais votado em Porto Alegre nas eleições de 2016, Felipe Camozzato (Novo) protagonizou um momento inusitado na Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Porto Alegre desta quinta-feira. Ele se algemou ao iniciar seu pronunciamento na tribuna do Plenário Otávio Rocha para destacar a votação feita pelo Congresso Nacional ontem, quando foi aprovada Medida Provisória da Liberdade Econômica. "Esta é a forma como o Estado trata o empreendedor, como um criminoso. Tivemos uma decisão importante no Brasil. Esta MP é bem-vinda, é uma espécie de Lei Áurea para o empreendedor", afirmou, ao se soltar, em referência à legislação que pôs fim à escravidão no Brasil.

Para Camozzato, a medida deverá permitir àqueles que geram emprego e renda uma liberdade para trabalhar e empreender. O vereador citou diversas mudanças que serão geradas pela adoção da legislação, entre as quais o fim de exigência de alvará e de licenças sanitárias para empreendimentos de baixo risco. O governo federal prevê que a MP permitirá a geração de 3,7 milhões de novos empregos em um prazo de até dez anos. Também no mesmo prazo, calcula-se um um acréscimo de 7% ao Produto Interno Bruto (PIB).

O vereador Roberto Robaina (PSol) comentou a fala de Camozzato, dizendo que a atitude causou estranheza na Casa. "Começou colocando algema. Não estava entendendo. Teve gente que se assustou”, disse. Para ele, embora "o Felipe não seja reacionário como o presidente", o partido Novo está junto com Bolsonaro, porque ambos seguem a linha de defender os grandes empresários. O psolista lembrou que apresentou um projeto que faz com que a Prefeitura corte o alvará de empresas que, comprovadamente, tenham vínculo com o trabalho escravo, que recebeu voto contrário do colegal liberal.