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Banrisul ofertará R$ 3,25 bilhões para o Plano Safra 2018/2019

Com uma nova postura de expansão da atuação no agronegócio, a instituição ampliará em 90% os recursos disponibilizados em relação ao ano-safra anterior

Por
Cíntia Marchi

Banrisul quer estreitar a relação com os produtores rurais gaúchos

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O Banrisul disponibilizará R$ 3,25 bilhões para o Plano Safra 2019/2020. O recurso, que é 90% maior do que o valor emprestado no ano-safra anterior, dá um claro recado: o banco quer estreitar a relação com os produtores rurais gaúchos. A nova postura assumida pelo Banrisul foi reforçada na fala do governador Eduardo Leite e da direção do banco, hoje, no evento de lançamento do novo conceito “O agro é o nosso chão”, e repercutiu bem entre as entidades presentes. “É um novo passo que o Banrisul está dando no agronegócio, com muita força e vigor”, afirmou o presidente da instituição, Luiz Gonzaga Veras Mota. Em até três anos, o banco pretende triplicar sua participação no mercado do crédito rural, que hoje é de 6%.

Dos 3,25 bilhões, R$ 2,95 bilhões serão destinados a custeio e comercialização e R$ 300 milhões voltados às linhas de investimento. A expectativa é de que 50 mil clientes do Banrisul sejam beneficiados com financiamentos – 30 mil clientes já têm limites pré-aprovados para custeio e 15,2 mil para operações de investimento.

A maior fatia – R$ 2,15 bilhões – está direcionada ao atendimento de grandes produtores, empresas e cooperativas, enquanto que R$ 634 milhões serão destinados ao Pronaf (pequeno produtor) e R$ 471 milhões ao Pronamp (médio produtor). O banco terá ainda linha com recursos próprios para financiar investimentos. 

Claudio Coutinho, que assumirá a presidência do banco nos próximos dias, avisou que não faltarão recursos para a safra e que, se necessário, os valores serão ampliados. “A importância do Banrisul para o Rio Grande do Sul e a importância que tem o agronegócio para o Rio Grande do Sul tornam imperativo que o banco dê uma especial atenção em todos os seus processos para que o produtor rural tenha acesso a fundos quando necessário”, destacou Coutinho. Na visão do governador, o banco, para justificar sua condição de estatal, “tem que cumprir o papel de apoio ao desenvolvimento da economia gaúcha”.

O economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz, em sua palestra durante o evento, enfatizou que, ao financiar o produtor rural, as instituições ajudam a gerar riqueza em diversos outros setores como indústrias de insumos, transportes, seguradoras, construção civil. “Por trás de um produtor beneficiado, existe um mar de outros empresários e por trás deles há um mar ainda maior de empregados que vivem, sim, do bom desempenho de uma safra”, destaca. "O crédito rural é sinônimo de economia aquecida", acrescenta.

O presidente da Farsul, Gedeão Pereira, elogiou a nova postura. “O banco, que é a joia da coroa do Estado, vinha fugindo da sua função ao estar diminuindo sua participação no agronegócio, mas, para nossa alegria, vemos agora estes números muito importantes e a recuperação do seu passado longínquo”, comenta Pereira. O presidente da Federarroz, Alexandre Velho, concorda. “Este novo posicionamento vai ao encontro do que precisamos, que é financiamento oficial e as suas seguranças”.