Entidades consideram queda nos juros do Plano Safra 2020/2021 insuficientes
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Entidades consideram queda nos juros do Plano Safra 2020/2021 insuficientes

Representantes de produtores, cooperativas e setor de máquinas esperavam taxas mais próximas à Selic

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Cíntia Marchi/Taís Teixeira

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Representantes de entidades ligadas ao agronegócio do Rio Grande do Sul foram unânimes ao apontar a redução dos juros do Plano Safra 2020/2021 como inferior ao que esperavam. O economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz, disse que a entidade acompanhou o esforço do governo e sabe que o estabelecido foi o possível. “Gostaríamos de um juro mais baixo, mas não adianta atribuir uma taxa que agrada ao ouvido, mas ninguém acessa”, comentou.

O presidente da Fecoagro/RS, Paulo Pires, salientou que os juros não são os que o setor esperava. “Para o Prodecoop, por exemplo, pedimos uma taxa fixa de 6%, ficou 7%”, observou. “Para o Pronamp, sugerimos 4%, decidiram por 6%”, prosseguiu, admitindo que “fica uma frustração”.
O presidente da Fetag/RS, Carlos Joel da Silva, classificou como decepcionante a falta de anúncios para o crédito fundiário e a taxa de juros divulgada para o Pronaf, de 2,75% e 4% ao ano. Mas admitiu que há pontos positivos, ao mencionar os valores disponibilizados e o aumento “considerável” para o seguro rural, bem como para o Programa de Garantia de Preços para Agricultura Familiar (PGPAF).

O presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (Simers), Claudio Bier, considera que a taxa de juros do Moderfrota, que passou de 8,5% para 7,5%, poderia ter caído mais, diante do atual patamar da taxa Selic.


No entanto, Bier acredita que, mais do que juros baixos, é necessário ter recursos disponíveis para o programa, ao lembrar que no primeiro semestre de 2019 os valores estiveram escassos. “Problema mesmo é faltar dinheiro”, ressaltou, ao dizer que espera que o governo esteja aberto ao diálogo caso os R$ 9 bilhões prometidos não sejam suficientes.