Expoagro Afubra

21ª Expoagro Afubra atinge recorde de R$ 347,3 milhões em vendas

Evento em Rio Pardo recebeu 186 mil visitantes em quatro dias e atingiu crescimento de 57,3% nos negócios

Ivanor Luis Schmidt apresentou no evento linha de queijos temperados da Queijaria Celeiro, de Crissiumal
Ivanor Luis Schmidt apresentou no evento linha de queijos temperados da Queijaria Celeiro, de Crissiumal Foto : Fabiano do Amaral

Realizada de terça-feira até esta sexta (24), em Rio Pardo, a 21ª Expoagro Afubra atraiu 186 mil visitantes em quatro dias e gerou um recorde de R$ 347,3 milhões em receitas, o que indica um salto de 57,3%% na comparação com a edição anterior. Desse total, R$ 1,764 milhão foram vendas efetuadas no Pavilhão da Agricultura Familiar, um avanço de 18,4% frente aos negócios de 2022. Promovida no parque de exposições da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), a feira reuniu neste ano 523 expositores, entre fabricantes de máquinas agrícolas, fornecedores de insumos, agroindústrias, produtores de artesanato e plantas ornamentais, além de instituições de ensino e pesquisa.

O coordenador-geral da exposição, Marco Antonio Dornelles, destacou a presença de um grande número de parlamentares e autoridades – como o governador do Estado, Eduardo Leite – na solenidade de abertura como um reconhecimento da importância do evento. “Realizamos toda a programação proposta, reunimos vários seminários, fóruns e pesquisadores que vieram discutir como desenvolver (o setor) e fazer com que as tecnologias de inovação cheguem aos pequenos produtores”, acrescentou. Segundo Dornelles, a Afubra já trabalha na organização da feira do próximo ano. “Todas as melhorias que fizemos na infraestrutura, a gente vai avaliar aquilo em que ainda existe necessidade de ampliar”, adiantou.

Presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS), uma das organizadoras do Pavilhão da Agricultura Familiar, Carlos Joel da Silva comemorou o crescimento de vendas e disse que o evento refletiu o otimismo dos produtores rurais gaúchos, mesmo em meio aos prejuízos causados pela estiagem à safra de verão. Neste ano, o espaço apresentou 247 empreendimentos, ante 197 da edição passada. A maioria eram agroindústrias de alimentos, algumas das quais negócios recentes em busca de consolidação no mercado e parcerias comerciais. “É uma vitrine muito boa (para as empresas), as possibilidades de negócio vão além da feira”, avaliou Carlos Joel.

A Queijaria Celeiro, de Crissiumal, participou da mostra pela segunda vez e levou para o pavilhão um estoque de cerca de 500 peças de queijos espe, incluindo as novas versões temperado com alho frito, ervas finas e chimichurri. “Espero comercializar todas elas nestes quatro dias”, disse o proprietário, Ivanor Luis Schmidt. O empreendedor conta que abriu o negócio há três anos, em plena pandemia de Covid-19, e agora tentar fortalecer a agroindústria, que processa em média de mil a 1,2 mil litros de leite por semana. “Temos de nos reinventar e correr atrás (de resultados)”, destacou.