Pavilhão na Expodireto concentra contatos internacionais
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Pavilhão na Expodireto concentra contatos internacionais

Feira destinou local para uma ampla rede de conversações, contatos e intercâmbio

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Correio do Povo

Pavilhão Internacional é reservado para intercâmbio e troca de ideias sobre agricultura

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Entre os 71 participantes do Pavilhão Internacional da 21ª Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, há uma ampla rede de conversações, contatos, intercâmbio e prospecção de negócios que envolve questões locais, nacionais e mundiais. Importação de carnes e máquinas agrícolas, troca de tecnologias e políticas de comércio exterior, como o acordo Mercosul e União Europeia, são algumas das pautas que têm sido debatidas por empresários, técnicos e diplomatas estrangeiros com seus pares presentes à feira.

O chinês Dai Zhixuan, de Xangai, viajou ao Rio Grande do Sul pela primeira vez neste ano. Em meio às dificuldades asiáticas, como a peste suína africana em vários países do continente e, mais recentemente, o coronavírus, o empresário veio com a missão de visitar frigoríficos e negociar a compra mensal de 500 toneladas de proteína animal para abastecer seus clientes. Há aumento da demanda na China por carnes suínas, bovinas e de aves e Zhixuan diz que a proteína animal brasileira tem preço competitivo e segurança de sanidade, o que a torna muito atrativa para a importação.

As carnes também estão no foco da delegação da Nigéria, além dos grãos, algodão, máquinas agrícolas e tecnologia. “Nossa intenção é buscar no agronegócio brasileiro aquilo que ainda não temos, como é o caso de máquinas e implementos agrícolas para o uso no nosso país”, confirma o empresário Samuel Oloruntoba. Ele e o colega Ibrahim Nashin ressaltam que o nível de desenvolvimento do agro Brasil, se compartilhado, pode ajudar muito no aumento da produtividade das culturas da soja, milho e algodão em outros lugares do mundo. “Vimos mostrar ao setor que há muitas espaços que podem ser ocupados pela tecnologia brasileira na Nigéria”, ressalta Nashin. 

Israel e Alemanha 

Uma delegação de Israel está na Expodireto com a missão de ofertar intercâmbio aos empreendedores do Brasil para que conheçam os avanços tecnológicos agrícolas, entre eles, a alta competência em sistemas de irrigação daquele país. Moshiko Frenkel, representante da delegação, explica que o compartilhamento dos avanços será feito aos que se habilitarem para participar de dois programas desenvolvidos pela InnA IMC, agência de inovação. “Queremos proporcionar uma imersão de estudantes, empresários agrônomos e cooperativas nos nossos centros de excelência”, anunciou Frenkel, ao detalhar que o programa também prevê ferramentas de aceleração de iniciativas por meio de capacitações.

Diretor executivo da Câmara de Comércio e Indústria Brasil/Alemanha, Dietmar Sukop aponta que é a terceira vez consecutiva que seu país participa da Expodireto apostando na venda de seus produtos. “Alemão quer vender o seu peixe”, avisa. Sukop acredita que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia vai favorecer o agricultor europeu, apesar da resistência deste em alguns países. “O acordo é bom para ambos os lados, mas favorece o produtor europeu que terá mercados que ainda não acessa para colocar sua produção”, complementa.

De acordo com a coordenação do Pavilhão Internacional, neste ano a contabilidade das rodadas de negociações só será divulgada hoje, no balanço final da feira. O pavilhão não centraliza mais os encontros entre importadores e exportadores, realizados direto nos estandes, o que impossibilita a contagem parcial das intenções de negócios.