capa

Governo adia lançamento do Plano Safra e preocupa produtores rurais

Vervas de R$ 7 bilhões dependem de aprovação no Congresso de crédito suplementar

Por
Cintia Marchi

Planejamento e plantio de safras depende da aprovação de verbas

publicidade

Restando três semanas para o início de julho, quando passa a contar o novo ano-safra, o Ministério da Agricultura (Mapa) adiou nesta quinta-feira a data de lançamento do Plano Safra 2019/2020, prevista inicialmente para o dia 12. Sem que uma nova data tenha sido anunciada, entidades do agronegócio demonstram preocupação com os possíveis contratempos caso o recurso seja depositado na rede bancária no tempo certo para planejamento e preparo das lavouras.

O lançamento do Plano Safra depende da votação de um crédito suplementar no Congresso Nacional. O Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) 4, de 2019, prevê um valor de R$ 248 bilhões, sendo R$ 7,1 bilhões destinado ao Plano Safra e despesas do Mapa. “Vamos esperar o Congresso aprovar para depois marcar a data (de lançamento). Mas o anúncio do Plano Safra, em si, não é o importante, isto pode acontecer lá na última semana do mês, o que precisamos mesmo é termos a garantia de que o dinheiro estará nos bancos a partir de julho”, comentou o secretário de Política Agrícola do ministério, Eduardo Sampaio Marques, ao Correio do Povo.

O economista-chefe da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Antônio da Luz, afirma que os parlamentares, ao não terem votado o PLN na quarta-feira, conforme previsto, “tornaram o anúncio do Plano Safra perigoso”, uma situação que não se viu nos últimos anos. “E se o Congresso votar contra? Por que deixaram fazer um orçamento descolado da realidade e, uma vez fazendo isto, por que não votaram na quarta-feira?”, questiona o economista, ao comentar que a origem do problema está em um orçamento que foi feito em 2018, “por um governo que vinha mal e que também não teve atenção merecida dos congressistas”.