Rural

Produtores de leite realizam protesto e bloqueiam BR 392 na região das Missões

Rio Grande do Sul tem 120 mil produtores de leite afetados pela crise pós operação Leite Compen$sado

Cerca de 1,5 mil produtores de leite protestam, nesta sexta-feira, em Guarani das Missões, na região das Missões. De acordo com o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Carlos Joel da Silva, o objetivo é mostrar a situação que a cadeia leiteira passa atualmente. Nesta semana, mais uma empresa fechou as portas e deixou 800 trabalhadores sem receber pelo leite já entregue.

A quantia que deveria ser paga para esses profissionais fica na casa de R$ 2,5 milhões. Conforme Silva, os manifestantes devem caminhar pela cidade e, por volta do meio-dia, bloquear a BR 392, que dá acesso ao município. Lá, eles devem distribuir leite para os manifestantes. O objetivo é mostrar que o leite pode alimentar muitas famílias em todo o Brasil.

Conforme o presidente, a crise começou com a deflagração das operações Leite Compen$ado, do Ministério Público (MP). Os promotores identificaram que produtos como formol, água oxigenada, entre outros, eram inseridos no leite para evitar que estragassem e aumentassem o volume. Silva salientou que 99% do leite gaúcho é fiscalizado e tem qualidade. Por isso, não se pode condenar toda uma cadeia.

Hoje, o Rio Grande do Sul tem 120 mil produtores de leite afetados. Segundo a Fetag, todos eles estão com problemas financeiros. O presidente destacou que o valor pago pelo leite não cobre os custos de produção. No próximo dia 25, uma reunião da Comissão Estadual do Leite, da Fetag, vai definir os próximos passos dos protestos.