Temporada de alta nos remates

Temporada de alta nos remates

Em meio à pandemia, transmissão on-line ajudou a valorizar animais comercializados

Correio do Povo

Valores médios dos reprodutores aumentaram em 25% sobre o registrado no ano passado

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A temporada de remates de gado da primavera terminou com valorização de preços sobre o ano de 2019. Segundo o Sindicato dos Leiloeiros Rurais e Empresas de Leilão Rural do Rio Grande do Sul (Sindiler/RS), os valores médios dos reprodutores aumentaram em 25% sobre o registrado no ano passado. Já a negociação de terneiros, terneiras e vaquilhonas teve 50% de valorização. O total de animais comercializados e o volume financeiro não foram divulgados neste ano.

O presidente do Sindiler-RS, Ênio Dias dos Santos, explica que essa primavera foi “florida” devido à liquidez, venda facilitada e ajuda da transmissão on-line, modelo que veio para ficar. “Esse cenário trouxe recuperação para o setor que teve muitas perdas causadas pela pandemia e pela estiagem no Estado”, esclarece. O dirigente relata que a procura por terneiros foi alta, tanto de machos como de fêmeas, principalmente para o Brasil Central. “As vaquilhonas também foram muito compradas para reposição de ventres que foram para o abate”, afirma. Santos destaca que a exportação de gado em pé também alavancou a valorização. Para 2021, acredita que a oficialização do Estado como zona livre de febre aftosa sem vacinação vai manter os mercados aquecidos pela valorização da bovinocultura de corte.

O leiloeiro Marcelo Silva, da Trajano Silva Remates, destaca que o valor dos reprodutores aumentou em uma margem de 15% a 25, dependendo da raça, tanto machos como fêmeas. “As raças mais procuradas foram Braford, Brangus e Angus, nesta ordem”, salienta o leiloeiro. No que se refere a gado geral, para engorda ou confinamento, Silva enfatiza uma demanda expressiva por machos inteiros, em especial para o Brasil Central.


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