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Associação dos Condomínios lança campanha para transferência de títulos eleitorais para Xangri-Lá

ACFH-X incentiva integrantes a lutarem por seus direitos como vereadores no município do Litoral Norte

Por
Carmelito Bifano

Lixo acumulado é uma das reclamações da Associação dos Condomínios Fechados Horizontais de Xangri-Lá, que lançou campanha para que veranistas transfiram seus títulos eleitorais para a praia para que elejam vereadores que os representem

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Depois de criar e executar uma série de ações para melhorar o trabalho da Brigada Militar na cidade, a Associação dos Condomínios Fechados Horizontais de Xangri-Lá (ACFH-X) iniciou uma campanha para que os veranistas coloquem representantes na Câmara de Vereadores do município. Atualmente, todos os nove integrantes da casa são moradores da cidade e o entendimento dos dirigentes da associação é que chegou o momento dos veranistas lutarem pelos seus direitos no espaço legislativo. Por isso, a ACFH-X está incentivando os mais de 5 mil associados e os demais veranistas a transferirem os seus títulos de eleitores para o balneário.

“Atualmente, 90% do Imposto Territorial Urbano de Xangri-Lá é pago pelo veranista, porém, ele chega na cidade e é rua esburacada e lixo espalhado por todo o lado, o ano todo. Com a receita arrecadada, o município tinha que ser como é Gramado, mas ela não é administrada para o veranista”, lamenta o presidente da ACFH-X, Luciano Fregapani.

Inês Melo, de 65 anos, moradora de Veranópolis e veranista de Xangri-Lá, convive com o problema do lixo. “Quando chove, ele vem com a água e suja toda a beira da praia”, lamenta. A amiga Fanir Zir, de 70 anos, de Bento Gonçalves, ressalta o problema do cheiro ruim na Beira-Mar, na região central da cidade. “Não sei o que acontece, mas chove, a água fica acumulada e o cheiro fica muito ruim. É vergonhoso”, destaca a veranista que mora na Serra.

A associação foi criada em maio de 2016 depois de uma série de mais de 30 invasões aos condomínios. Desde então, Fregapani e seus pares passaram a atacar, com recursos próprios ou parceiras, os principais problemas enfrentados em Xangri-Lá. Inicialmente, contribuindo com a BM com recursos que o governo do Estado não conseguia colocar na cidade. Entretanto, com o passar dos anos, o foco vem sendo ampliado, passando a realizar ações nas áreas de assistência social e educação.

Somente em 2018, foram realizadas oito oficinas nas escolas municipais para dar mais opções de conhecimento às crianças e mantê-las no turno inverso no espaço estudantil. O grupo organizado, que reúne 21 dos 23 condomínios de Xangri-Lá, distribui mensalmente uma cesta básica para os 33 policiais militares da cidade. A doação só é possível graças à parceria feita entre a associação e os supermercados locais. Em breve, os policiais civis serão incluídos no projeto.

A lista de ações em favor da BM vai de doação de celulares, passando por coletes à prova de bala, reforma e entrega de veículos, compra de equipamentos para a central de atendimento 190, até a reforma de postos e quartéis. “Fizemos um convênio com mecânicas da cidade. Se não for um conserto grande, o problema é resolvido na hora para a viatura seguir rodando”, destaca Fregapani.