Desativado por mais de uma década, estádio Sessinzão está em situação de abandono em Cidreira

Desativado por mais de uma década, estádio Sessinzão está em situação de abandono em Cidreira

Atual administração municipal tem planos para a recuperação, já que implodir o estádio é inviável financeiramente

Chico Izidro

Atual administração municipal tem planos para a recuperação, já que implodir o estádio é inviável financeiramente

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Construído em meados dos anos 1990 para fortalecer a temporada de veraneio no Litoral Norte e principalmente Cidreira com jogos de futebol, principalmente de Grêmio e Inter, o Estádio Municipal Antônio Braz Sessim, apelidado de Sessinzão, está desativado desde 2010. Com capacidade para 17 mil pessoas, a construção é de uma desolação incrível, com muito lixo em seu entorno. Lá dentro, o mato e dejetos de animais tomaram conta do gramado, que ainda ostenta as duas goleiras, que quase não têm marcas de ferrugem. O cimento das arquibancadas está carcomido, e durante muito tempo elas foram locais de pousada de moradores de rua. Hoje estão vazias.

A atual administração do prefeito Alexsandro Contini de Oliveira, reeleito nas eleições de novembro, já tem planos para recuperar o espaço. Durante muito tempo se estudou a possibilidade de implodir o estádio. Porém esta possibilidade acabou sendo descartada, já que ficou inviável financeiramente por conta do alto valor de trituração das placas de concreto. Mas já está funcionando uma pista de motocross ao lado do estádio, e que sediou campeonatos antes da pandemia do coronavírus. E agora já está em andamento o projeto da construção de um novo campo, para receber partidas de equipes amadoras, e também o projeto da construção de um novo ecoponto em frente ao Sessinzão.

Porém enquanto os projetos não são colocados em prática, o descarte de lixo em frente ao estádio segue com força, por mais que caminhões da prefeitura recolham os dejetos. Logo em seguida, a própria população se encarrega de poluir a frente do estádio. Morador de Cidreira há 42 anos, o aposentado José Arildo Boeira Cardoso, conta que vai ao estádio diariamente e sempre encontra objetos largados ali e que podem ser reutilizados. “Já achei cadeiras, portas, janelas, armários”, lembra. Ele lamenta, no entanto, o descaso das pessoas com o estádio. “Recordo da grande força econômica que o Sessinzão trouxe para a região nos anos 1990. Os jogos de Grêmio e Inter aqui estavam sempre lotados”, conta. “E hoje é este lixão. Tudo largado”, lamenta. José afirma que máquinas da prefeitura vão até o estádio, recolhem o lixo. “Mas logo em seguida a própria população se encarrega de sujar tudo de novo”, protesta. “Eu sonho que o estádio seja reformado, e que voltem os jogos”, pede.


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